O candidato republicano a vice-presidente dos Estados Unidos da América, JD Vance, referiu-se a ataques como o que ocorreu numa escola da Geórgia que causou quatro vítimas mortais na passada quarta-feira como um “facto da vida” nos Estados Unidos da América (EUA), apesar de “não gostar” de ver notícias deste género. “Mas se se é um psicopata e se quer fazer manchetes, as escolas são um alvo fácil”, disse o senador do Ohio, num evento do Partido Republicano esta quarta-feira à noite, durante a campanha para as eleições presidenciais em Phoenix, no Arizona.

JD Vance salientou que é “necessário aumentar a segurança” nas escolas. Assim, “se um psicopata entrar pelo portão e matar uma série de crianças” não o consegue fazer. Contudo, o número dois da candidatura de Donald Trump disse que, enquanto pai, “não quer” que os seus “filhos” frequentem um “local em que tem de haver segurança adicional”. “Mas é a realidade em que vivemos”, justificou.

Durante o discurso, JD Vance alegou que, nos estados com “restrições significativas ao porte de arma”, existem “imensos tiroteios em escolas”. “E em estados sem restrições às leis da armas, alguns deles também têm tiroteios em escolas. Claramente, leis restritivas no porte de armas não é o que vai resolver este problema”, atirou, numa alfinetada à proposta dos democratas, que exigem um controlo apertado de aquisição, uso e porte de armas.

O senador do Ohio colocou diretamente na mira Kamala Harris, a candidata presidencial democrata. Para JD Vance, a “resposta” da atual vice-presidente a estes ataques em escolas é “tirar as armas” e colocá-las longe “dos cidadãos norte-americanos”. “É isso que Kamala Harris quer fazer. Eu não gosto disso.”

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Em resposta, a candidatura de Kamala Harris criticou no X (antigo Twitter) as declarações de JD Vance. “A vice-presidente Harris e o governador [Tim] Walz sabem que podem agir para manter as crianças seguras e manter as armas fora das mãos dos criminosos. Donald Trump e JD Vance vão sempre escolher o lobby das armas em vez das nossas crianças”, lê-se na nota.

Na passada quarta-feira, quatro pessoas morreram e nove ficaram feridas na sequência de um ataque com arma de fogo na Escola Secundária de Apalachee, em Winder, na Geórgia. Um rapaz de 14 anos, que estuda na escola, foi detido, depois de se ter rendido.

EUA. Dois alunos e dois professores mortos e nove feridos confirmados em ataque em escola na Georgia