Ethel Kennedy, viúva do ex-procurador-geral dos EUA e senador Robert F. Kennedy, morreu esta quinta-feira aos 96 anos, anunciou o neto Joseph P. Kennedy III, na rede social X. A morte ocorreu no seguimento do AVC que sofreu na semana passada, afirmou Joseph.

Ethel Kennedy teve 11 filhos, o último dos quais nasceu após o assassinato do marido Bobby Kennedy, aquando da campanha para nomeação como candidato presidencial democrata, em 1968. Ethel é descrita como “uma força vital e popular na dinastia política dos Kennedy”, pelo New York Times. Nunca voltou a casar, após a morte do marido

Antes de ser Kennedy, Ethel nasceu Skatel a 11 de abril de 1928, em Chicago. Era uma de sete filhos de Ann e George Skatel, uma professora ligada à ação religiosa e social e um homem de negócios que fez (perdeu e reganhou, várias vezes) fortuna na refinação de petróleo. Quando Ethel tinha 5 anos, a família mudou-se para Massachusetts, na costa este americana, em 1934, porque os negócios do pai assim propiciaram. A dada altura, os Skatels rivalizavam com os Kennedys, como das famílias mais ricas do estado, segundo o New York Times.

No 11º ano, Ethel entra para o College of the Sacred Heart, em Manhattan, Nova Iorque, onde partilhará o quarto com Jean Kennedy, a irmã mais nova do seu futuro marido. Esteve apaixonada por John F. Kennedy, quando Robert namorava com a sua irmã, Patricia Skatel. Contudo, o amor por John não era correspondido e acabou por começar a namorar com Bobby. Considerou tornar-se freira, mas acabou por aceitar o pedido de casamento de Robert logo após acabar o ensino secundário, em 1949.

Teve uma vida marcada por tragédias. Antes de fazer 30 anos, os pais morreram num acidente de avião. Para além dos assassinatos mediáticos do marido e cunhado, John F. Kennedy, passou pela morte de um irmão e respetiva mulher no espaço de um ano. Viu ainda dois dos onze filhos, David e Michael morrer enquanto jovens.

Em 2012, uma das sua filhas, Rory, lançou um documentário sobre a vida da mãe. Já em 2014, o então presidente americano Barack Obama premiou-a com a medalha presidencial da liberdade.