30 anos depois do assassinato de Tupac Shakur em Las Vegas, o mistério parece finalmente resolvido. Ao fim de cerca de um mês de julgamento, Duane “Keffe D” Davis foi condenado a 40 anos de prisão por planear o ataque que resultou na morte do rapper.

O júri composto por 12 residentes do Condado de Clark, no estado norte-americano de Nevada, levou menos de três horas para chegar ao veredito e considerar Davis culpado de homicídio em primeiro grau. A juíza Carli Kierny determinou uma sentença de 40 anos de prisão. Davis recebeu 731 dias de crédito pelo tempo que já cumpriu da sentença.

“Não tem o direito de tirar um homem da sua família”, disse a juíza Carli Kierny antes de proferir a sentença de Davis. “Não tem o direito de tirar a vida dele, todo o seu futuro, e simplesmente sair ileso. Principalmente quando esse homem é Tupac Shakur. O mundo nunca se esqueceu dele e da sua morte, e Las Vegas também não. Levou 30 anos, mas agora enfrentará a justiça pelo que fez em 7 de setembro de 1996”, disse ainda a juíza.

O homem de 63 anos, antigo líder do gangue Southside Compton Crips, terá orquestrado o tiroteio como retaliação a uma briga entre a comitiva de Shakur e o seu sobrinho, Orlando Anderson, no MGM Grand Casino. No início do julgamento, Davis declarou-se inocente, embora no livro de memórias que publicou em 2019 e em conversas anteriores com as autoridades tenha reconhecido que desempenhou um papel no ataque a Tupac.

Em 2018, Keffe D deu uma entrevista para o documentário Unsolved: the Tupac and Biggie Murders, na qual admitia que estava dentro do Cadillac branco de onde saíram os disparos que mataram Tupac. O homem disse que estava no banco do passageiro, com outros três membros dos Crips, entre eles o sobrinho, Orlando Anderson, que estava sentado no banco de trás.

As declarações publicadas no livro e as entrevistas foram consideradas como provas em tribunal. Duane Davis foi o único a ser formalmente acusado — e agora condenado — pelo crime. É também a única pessoa ainda viva entre as que se encontravam no carro de onde saíram os tiros que mataram o rapper, que tinha 25 anos e estava no auge da carreira.

“O meu irmão nasceu um ícone. Nasceu uma lenda”, disse Sekyiwa Shakur, a irmã do rapper. “A perda do Tupac, durante muito tempo, deixou toda a minha família paralisada, emocional e mentalmente”, disse, acrescentando que sofreu de depressão, ideação suicida e traumas. “Os meus dois filhos cresceram no meio do meu luto.”

[Annie conhece o ministro do Interior de Cuba há muito tempo, mas a paixão que os une é relativamente recente. É justamente nessa altura que Zé Manel, como ela lhe chama, vai ser implicado num dos maiores escândalos da liderança de Fidel Castro. O “Caso Ochoa” envolve droga, fuzilamento, prisão e o narcotraficante mais conhecido do mundo: Pablo Escobar. Já pode ouvir o quinto episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]