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Israel e o Hamas chegaram a um acordo para cessar-fogo em Gaza e libertar os reféns e prisioneiros detidos nos respetivos territórios. O momento em que os cidadãos israelitas e palestinianos ficaram a conhecer a notícia foi captado por centenas de câmaras, desde as ruas de Khan Younis, até às avenidas de Telavive.

Num dos lados da fronteira, o sentimento é de entusiasmo, de alívio e de vitória. No outro, o espírito dos reféns, vivos, mortos ou desaparecidos “empurram” os familiares que marcham com tochas e cartazes na mão. No enclave palestiniano, as famílias saíram à rua, em comunidade, para seguir atentamente os desenvolvimentos que passavam na televisão a partir de Doha. As imagens mostram que, quando é confirmada a trégua pelo primeiro-ministro do Qatar, centenas de bandeiras vermelhas, pretas, brancas e verdes abanaram com euforia.

Em território israelita, as famílias dos reféns levados na madrugada do dia 7 de outubro de 2023 para Gaza, caminharam em conjunto com uma tarja com a frase que virou lema, “Tragam-nos todos para casa agora”. Em tom de protesto, os familiares não querem ter de esperar mais de 42 dias para ter a certeza que os seus entes queridos estão a salvo, sem qualquer garantia que as segundas e terceiras fases se acabem por realizar. A primeira parte do acordo estabelecido, que entrará em vigor este domingo, prevê o regresso das 33 crianças, mulheres (incluindo soldados), idosos, feridos e doentes. Os restantes terão de ficar para as negociações que começam no 16º dia após a implementação do acordo.

O que se sabe e o que falta saber sobre o acordo de cessar-fogo em Gaza