Com o aumento de 45,2% na capacidade instalada para produção de energia eléctrica através de painéis fotovoltaicos, a China conseguiu atingir 887 GW em 2024, uma evolução que lhe permite limitar as emissões e, inclusivamente, superar a meta traçada pelo Presidente Xi Jinping para 2030. Isto porque, em paralelo com o aumento da produção de energia solar, este país asiático incrementou em 18% a electricidade com origem em geradores eólicos, garantindo praticamente 521 GW.

Quando, em 2020, o líder chinês Xi Jinping anunciou o objectivo de produzir em 2030 um total de 1200 GW recorrendo apenas ao solar e às eólicas, poucos imaginavam que essa meta seria superada em 2024, seis anos antes do programado. Além dos 1408 GW com origem no vento e no sol, a China produziu ainda 436 GW com barragens, mais 3,2% que em 2023, mais 6,9% com nuclear e mais 3,8% em centrais termoeléctricas a funcionar com combustíveis fósseis.

Maior produtor mundial de energia eléctrica, a China gerou em 2024 um total de 9418 TWh de electricidade, valor que supera o de 2023 em 4,6%. Mas embora o peso das energias renováveis esteja a subir a bom ritmo, melhor até que o previsto, a realidade é que o carvão ainda representa uma fatia determinante no mix dos métodos de produção de energia chineses. Daí que a China continue a liderar o pelotão dos países mais poluidores, sendo responsável pela emissão de mais de 30% de todo o dióxido de carbono do planeta, gás que agrava o efeito estufa. Contudo, o recurso ao carvão permite-lhe ter energia mais barata, o que ajuda à competitividade da indústria chinesa.