Líderes europeus estão a assinalar, esta segunda-feira, os 80 anos da libertação do campo de concentração e extermínio de Auschwitz-Birkenau, construído pelos nazis durante a II Guerra Mundial na Polónia, e apelaram para que a memória do Holocausto não desapareça.
O chanceler alemão, Olaf Scholz, manifestou, esta segunda-feira, a sua solidariedade com as vítimas dos campos de concentração e de extermínio da Alemanha nazi.
“Filhos, filhas, mães, pais, amigos, vizinhos, avós: mais de um milhão de indivíduos com esperanças e sonhos foram assassinados por alemães em campos de extermínio. Lamentamos as suas mortes. E expressamos as nossas mais profundas condolências”, escreveu Scholz na rede social X.
Sons, daughters, mothers, fathers, friends, neighbors, grandparents: more than one million individuals with dreams and hopes were murdered in Auschwitz by Germans. We mourn their deaths. And express our deepest sympathy. We‘ll never forget them. Not today, not tomorrow. pic.twitter.com/2qv49AydTq
— Bundeskanzler Olaf Scholz (@Bundeskanzler) January 27, 2025
“Nunca os esqueceremos, nem hoje, nem amanhã”, disse o primeiro-ministro alemão, referindo-se às vítimas dos campos de concentração e de extermínio nazis durante a II Guerra Mundial.
Marcelo assinala Auschwitz e apela à memória coletiva contra o ódio
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, cujo país luta contra a invasão russa há três anos, apelou, esta segunda-feira, ao mundo que “impeça que o mal vença”.
On January 27, the world honors the memory of the victims of the Holocaust. It was the Nazis' deliberate attempt to erase an entire nation—to kill all its people and destroy everything that reminded the world of the Jewish nation. Six million victims.
The crime of the Holocaust… pic.twitter.com/CQC14lvvpF
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) January 27, 2025
“A memória do Holocausto está gradualmente a desaparecer. Não devemos permitir o seu esquecimento”, disse Zelensky, ele próprio de origem judaica.
“A missão de todos é fazer tudo o que for possível para impedir que o mal vença”, acrescentou, numa clara referência à Rússia.
O Presidente francês, Emmanuel Macron, prometeu que o seu país “não cederá perante o antissemitismo em todas as suas formas”.
“O universalismo da França é alimentado por estas lutas (…)”, escreveu no livro de visitas do Memorial da Shoah, na manhã desta segunda-feira, em Paris.
O Presidente da Polónia, Andrzej Duda, disse que “os polacos são os guardiões da memória” das vítimas dos nazis nos campos de Auschwitz-Birkenau, que foi libertado pelo exército soviético há 80 anos.
Estima-se que 1,1 milhões de pessoas tenham perdido a vida em Auschwitz, a maioria das quais judeus. No total, estima-se que cerca de seis milhões de judeus foram mortos durante a II Guerra Mundial pelos nazis.
Cerca de 60 líderes mundiais participam, esta segunda-feira, nos eventos que assinalam o 80.º aniversário da libertação de Auschwitz-Birkenau.