O Tourbillon foi concebido com a difícil tarefa de superar o Chiron, modelo equipado com um imponente motor 8.0 com 16 cilindros em W, soprado por quatro turbocompressores que lhe permitiam atingir 1600 cv. Mas também este monstro da estrada teve de se vergar à actual necessidade de consumir menos combustível e emitir menos dióxido de carbono. Daí que, terminada a série de 500 unidades prometidas do Chiron — além das inúmeras versões especiais baseadas neste impressionante hiperdesportivo —, a Bugatti tenha avançado com o seu sucessor, o Tourbillon, mais potente, rápido e veloz, mas cujo motor, atmosférico em vez de sobrealimentado, ainda não tinha revelado como “canta”. Clique no Instagram em baixo e… ponha o som no máximo.
Este construtor francês do Grupo Volkswagen trocou o 8.0 W16 por uma unidade ainda mais nobre e com maior potencial para impressionar quem vai ao volante. Com os mesmos 16 cilindros, mas agora distribuídos em forma de V, a Bugatti afastou a complexidade do motor em W. O novo 8.3 V16 é substancialmente mais comprido, mas espaço é coisa que não falta no Tourbillon e a ausência dos quatro turbos facilitou o trabalho aos técnicos da Cosworth, que conceberam um V16 atmosférico com cilindros com 519 cc cada, o que não o inibe de atingir um regime máximo de 9000 rpm. E, ao não ter o roncar do motor abafado pelos quatro turbos, esperava-se que o V16 fizesse as delícias dos melómanos dos motores a quatro tempos.
Consciente de que o motor é um dos principais trunfos do Tourbillon e que todos os potenciais clientes anseiam ouvir o seu cantar, Mate Rimac, o fundador da Rimac e o especialista em veículos eléctricos a quem a VW entregou a Bugatti para electrificar o Tourbillon, publicou no Instagram um vídeo em que um dos veículos de desenvolvimento puxa pelo motor, fazendo-o “gritar” a plenos pulmões, para gáudio dos amantes deste tipo de veículos.
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De recordar que, além dos 1000 cv fornecidos pelo 8.3 V16, o Tourbillon conta ainda com três motores eléctricos com 340 cv cada que, devidamente modulados, debitam uns adicionais 800 cv. Destas três unidades, duas estão no eixo dianteiro (uma em cada roda) e a terceira encontra-se acoplada ao motor de combustão, para lhe reforçar a potência e recarregar a bateria, que possui uma capacidade de 25 kWh.
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O Tourbillon anuncia 0-100 km/h em 2,0 segundos (contra os 2,5 do Chiron), para depois ver o velocímetro cavalgar alegremente até aos 445 km/h, bem acima dos 420 km/h do Chiron. Mas o novo hiperdesportivo da Bugatti, que começará apenas a ser entregue aos clientes em 2026, consegue igualmente atrair os condutores que desejem conciliar performances brutais à custa maioritariamente de um motor a combustão, com as preocupações ambientais (ou sonoras), uma vez que será capaz de percorrer até 60 km em modo exclusivamente eléctrico. Um “brinquedo” apaixonante que muitos gostariam de possuir, desde que consigam reunir 3,8 milhões de euros, o que transforma os 2,5 milhões do Chiron numa “pechincha”.