Até novembro, o Sporting viveu aquele que foi um dos seus melhores inícios de sempre no plano desportivo. Falhou a conquista da Supertaça frente ao FC Porto por culpa própria, permitindo uma reviravolta depois da vantagem de três golos na primeira parte, arrancou a partir daí para uma série de 11 vitórias consecutivas no Campeonato ao mesmo tempo que chegou a meio da fase inicial da Champions no top 3 depois de mais uma goleada ao Manchester City. O objetivo do bicampeonato como não acontecia há 70 anos estava vivo como nunca, as ambições em fazer a melhor campanha de sempre na Liga dos Campeões também, o investimento feito no verão, em contratações ou “retenções”, valia a pena. Nessa altura, saiu Ruben Amorim.

Foi a partir daí que tudo mudou, a vários níveis. A aposta em João Pereira saiu furada, o Sporting perdeu oito pontos em 12 possíveis e o antigo treinador da equipa B deixou o comando do conjunto principal apenas seis semanas depois (regressando mais tarde à formação secundária). Rui Borges chegou depois do Natal, perdeu a final da Taça da Liga, caiu da Liga dos Campeões e apesar de já ter beneficiado de seis pontos de avanço tem agora apenas dois à frente do Benfica. O objetivo do bicampeonato continua em aberto nas 12 jornadas que faltam, a possibilidade de conquista da Taça de Portugal com uma deslocação a Barcelos na próxima semana para os quartos, mas há outras questões paralelas que têm marcado o quotidiano leonino.

No plano interno, a série anormal de lesões, musculares e não só, que têm assolado o plantel verde e branco, a ponto de haver situações como aquela que Rui Borges vai enfrentar no domingo diante do AVS de não ter um único médio de raiz do plantel principal disponível. Depois, algumas notícias que dão conta do alegado desconforto entre equipa técnica e departamento médico. Em paralelo, as entradas no mercado de inverno, curtas para as necessidades do plantel (apenas Rui Silva e Biel). Em termos externos. mais numa perspetiva institucional, ainda continua a ser tema de conversa o silêncio do clube de Alvalade sobre a morte de Pinto da Costa, algo visado pelo FC Porto e pelo próprio André Villas-Boas. Era sobre isto e muito mais que Frederico Varandas, presidente do Sporting, iria falar numa entrevista concedida ao canal do clube.

“Fiquei surpreendido pelo barulho do assunto. Se há pessoa que ultrapassa as questões pessoais sou eu. Falo com tantas pessoas que quando deixar de ser presidente do Sporting não vão voltar a ouvir a minha voz… Foi uma decisão institucional, que nada teve a ver com o presidente. Se a instituição Sporting não se revê em quem prejudicou o clube, a indústria do futebol e os nossos valores, seria uma hipocrisia mudar por essa pessoa ter morrido. Eu não sou hipócrita, nunca vou ser. Há pessoas com a coluna vertebral flexível mas eu não a tenho e vou estar sempre do lado dos meus valores e princípios. Sei que no final do dia terei muitas pessoas que não gostam de mim mas faz parte e é para o lado que durmo melhor. Enquanto estiver aqui vou fazer o que ditam os meus princípios”, explicou na última questão da entrevista.

“É muito duro para o treinador, é quase contar feridos e ir para dentro de campo”

Um dos pontos principais da conversa prendeu-se com a atual onda de lesões na equipa principal dos leões, que tem nesta altura oito lesionados (três com gravidade) entre cinco problemas traumáticos e três ligados a questões musculares. Defendendo a questão do excesso de jogos, Varandas recordou que as pessoas da Unidade de Performance são as mesmas e que estão ao nível dos melhores, aproveitando também, já numa parte final, para desmentir que a sua empresa, a ComCorpus, tenha sido contratada pelo Sporting.

“A lesão existe no desporto, é um facto. O Sporting nestes últimos anos tem tido épocas com muito poucas lesões. Não quero falhar mas penso que o [Daniel] Bragança fez uma lesão grave há dois anos e tivemos lesões normais como todos os clubes. Tivemos poucas lesões traumáticas e musculares. Sempre tivemos ótima disponibilidade dos jogadores para treino e jogo. Temos tido muitas lesões, sobretudo traumáticas. Temos oito lesionados, dos quais cinco traumáticos e três dessas graves, e outras três lesões musculares. É normal face à exposição de risco que têm. Começámos em novembro e começámos com vagas de três ou quatro lesionados. Temos problemas porque não contamos com os jogadores e não vão poder rodar a nível de gestão. Tivemos de sobrecarregar jogadores e lesões trazem sempre mais lesões. É normal termos sempre um ou dois jogadores lesionados. Tivemos três ou quatro lesões pesadas em jogadores nucleares. Jogámos ainda mais num ano em todas as frentes e em que se mudou o modelo da Champions, um ano onde fomos à Final Four da Taça da Liga, em que estamos na Taça e no Campeonato, num ano em que os jogadores têm datas FIFA… Isto tudo somado leva a uma situação complicada de gestão. Há coisas que se controlam e outras não”, começou por referir o presidente leonino a esse propósito

“Temos de perceber que existem lesões traumáticas que não se controlam. O desporto é como a vida, a vida umas vezes dá e noutras tira. Neste caso, são tudo lesões que terminam a época. A lesão do Pote, que muito se falou, é uma lesão muscular grave. Pode ir de dez dias a cinco meses consoante a gravidade de uma lesão. É que está em causa. É uma lesão grave contraída ainda em novembro. O Havertz sofreu exatamente a mesma lesão do Pote e o Arsenal acabou de informar que não joga mais esta época, tal como o Akanji, do City. O Nuno Mendes sofreu exatamente a mesma lesão, esteve parado mais de quatro meses. Não há milagres. Há duas formas de encarar isto: as coisas que não controlamos e o que controlamos. Podemos começar a disparar para todo o lado, a dizer que a culpa é das botas, do médico ou do treino; depois podemos encarar isto de forma racional, com calma”, prosseguiu, sobre a lesão do internacional ainda em novembro.

“É muito duro, muito duro para o treinador. Mas aquele grupo não se rende. É um grupo muito forte, muito unido e um grupo de campeões nacionais. Não vai ser nada fácil tirar-nos o símbolo de campeão. Tenho de dar uma palavra aos jogadores e ao treinador: não fez pré-época, não tinha um plantel delineado para o seu sistema, não consegue fazer treinos, é quase contar feridos e ir para dentro de campo… Se depois se queimam etapas? Sim. O Morita vem de uma lesão, recupera, mas tem a condição física para jogar um, dois jogos seguidos? Não. Fez uma lesão diferente”, explicou Varandas sobre o problema do nipónico.

“Existe a medicina desportiva, uma área bastante cara e que em 2018 iniciámos a Unidade de Performance, unidade que tem dos melhores profissionais a nível de qualidade de recursos humanos e nada falta do ponto de vista de aparelhos e gestão de cargas. Temos a Unidade de Performance que faz a gestão das cargas, a equipa técnica recebe o jogador pronto a treinar e pronto a jogar. Temos o processo de trabalho assim desde 2019, nunca houve um ruído assim, os profissionais são os mesmos. Toda a gente fala mas diz-se muita asneira, existe muito rumor e muitas novelas inventadas. Os profissionais são os mesmos desde 2019. O diretor clínico, escolhido por mim, é diretor clínico do clube desde 2018 [João Pedro Araújo] e médico referenciado a nível nacional e internacional. Está referenciado numa rede de médicos da FIFA, que são requisitados para essas provas e está requisitado para a fase final do Mundial de clubes. Essa é a competência. Temos o responsável de fisioterapeutas que recebeu a proposta para a mesma função num clube grande inglês. Não era pequeno, nem médio, era um grande clube inglês”, confidenciou.

“O departamento médico existe para tratar mas não evita lesões que podem marcar uma época desportiva como se vê no Manchester City e no Arsenal… O  Arsenal tem as mesmas armas para lutar pelo título agora? No Sporting caem oito e estamos em primeiro. Se o processo estiver correto eu vou continuar a acreditar. Vou dar um exemplo: há dois anos terminámos em quarto lugar, acreditei no processo e por isso mantive o treinador. O Sporting está com três lesões graves e cinco traumáticas. Pode condicionar sim, mas eu não acredito pelo querer dos meus jogadores. Eu olho para as próximas três semanas e sei que se resistirmos regressam 3 ou 4 pesos pesados. Eu acredito que resistindo às próximas semanas vamos ser campeões dado o querer deles e isso ainda vai tornar tudo mais saboroso”, salientou.

“Serviços da ComCorpus? O Sporting sempre teve um diretor clínico que faz o que entender. O Sporting utilizou pontualmente essa clínica quando eu fui diretor clínico. Até Bruno de Carvalho queria que eu cobrasse esses serviços mas nunca foi nada cobrado desde 2015. Não há um cêntimo, nada. O senhor Augusto Inácio vai responder no sítio certo. Conheço-o muito bem, trabalhei com ele duas vezes. Com Bruno de Carvalho preso por dias ele aceitou voltar ao Sporting com um contrato considerável. Para perceberem o que é ele, um dos processos que herdámos é o do Sinisa Mihajlovic. Ele testemunhou por ele em tribunal. O CAS retirou o testemunho de Augusto Inácio por não ser credível, foi decisivo para o Sporting pagar três milhões de euros a Mihajlovic. No dia em que ouvir Augusto Inácio dizer bem de mim, tenho de pensar se sou a pessoa certa para educar os meus filhos”, comentou sobre o antigo jogador, treinador e diretor.

“Investimos 65 milhões de euros. Foi uma aposta consciente mas arrojada”

“Fiz um apanhado das equipas que estão na Champions e vi quais os lesionados que declaram oficialmente. Temos o PSV com cinco, Feyenoord com dez, Arsenal com seis, Manchester City com seis, Juventus com cinco, Real Madrid com cinco, o nosso rival Benfica tem cinco ou seis. Do ponto de vista científico, com esta mudança do modelo da Champions, as lesões aumentaram 7%, o que é muito. Se será circunstancial? A UEFA tem de perceber porque isto também é um problema ao nível de seleções. O que fazer no futuro? É se calhar abdicar de competições como a Taça da Liga, não do ponto de vista regulamentar mas competitivo. Do ponto de vista competitivo o Sporting tem de encarar de maneira diferente a competição. Queremos estar nestes jogos da Champions e os jogadores não são sobre humanos. São muitos clubes com lesões em massa e são muitos clubes que disputam a Champions”, comentou Frederico Varandas, que explicou também o porquê de não ter havido outro tipo de capacidade por parte do Sporting para atacar o mercado de inverno.

“Plantel curto? Temos de recuar uns meses para falar sobre isso. O plantel foi construído pelo treinador na altura, ajustado para o sistema de jogo do treinador, um plantel que se foi aperfeiçoando em quatro épocas com o mesmo treinador, talhado para a ideia do treinador. Podemos dizer que foi um plantel que sempre deu bons resultados do ponto de vista competitivo. E, de facto, este ano por várias circunstâncias, mudando como houv  a mudança de treinador, é um plantel ajustado a um sistema de jogo que hoje não se aplica. Não queríamos que assim fosse, mas assim é”, assumiu o presidente do clube verde e branco.

“Mercado? O Sporting começa a preparar a época ainda antes do final da anterior. O Sporting traçou um objetivo ambicioso mas realista, que exigiu que a SAD fosse a um limite a que nunca tinha ido. Foi-nos pedido isso e fazia todo o sentido. Não vendemos um único titular, como foi pedido pelo anterior treinador. Uma equipa que não só foi apenas campeã nacional, como fez a melhor época dos últimos 70 anos a nível de performance desportiva… O principal objetivo era manter a estrutura da equipa e não vendemos nenhum titular. A SAD investiu, desde início da época, cerca de 65 milhões de euros em jogadores que entraram. Maxi Araújo, [Zeno] Debast, [Conrad] Harder, Kovacevic, agora Rui Silva, Biel… Foi um esforço muito grande. Basta recordar, e posso dar estes números, que quando chegámos aqui em 2018, o orçamento de investimento para aquisições andava nos 30 milhões. Desde que esta direção está aqui, foi o ano em que vendemos menos. Fizemos uma aposta consciente mas muito arrojada do ponto de vista de investimento. Mercado de janeiro? Quem me dera dizer que temos a saúde financeira de City ou do PSG…”, apontou.

“A responsabilidade é sempre nossa, em tudo. Bicampeonato era do mundo imaginário…”

Perante as chegadas de Rui Silva e Biel, e assumindo que gostava de ter garantido mais jogadores para o plantel mas que tal não foi possível por questões financeiras, o presidente do Sporting assumiu para si toda a responsabilidade dos resultados no final da temporada de 2024/25, não esquecendo os dois títulos ganhos nos últimos quatro anos e a possibilidade do bicampeonato que considera ser algo “novo”.

“Se não for campeão, quem é o responsável? Sou sócio desde que nasci e militante na vida do clube. Acompanhei sempre o Sporting, em casa e fora. Em 40 anos antes de chegar aqui, celebrei dois títulos. Desde que chegámos aqui, celebrámos dois, fora as taças do futebol, títulos europeus e nacionais nas modalidades… Esta responsabilidade é da Direção. De tudo. Bicampeonato? Se não houver a responsabilidade é nossa mas essa palavra pertencia ao nosso mundo imaginário. Hoje, somos candidatos a ganhar, não só com responsabilidades, com uma equipa grande… Estamos em primeiro e quando olho para o peito vejo o símbolo de campeão. É trabalho desta Direção. Antes eram dois clubes, ganhava um, ganhava outro, o da esquerda, o da direita, depois Sporting, 18 anos depois Sporting, depois mais 19… Hoje fico muito feliz pela palavra bicampeonato estar no nosso dicionário”, referiu a esse propósito Frederico Varandas.

“O Sporting tinha objetivos delineados para a Champions. Queríamos chegar ao playoff e conseguimos após uma boa fase de grupos. Amealhámos 50 milhões e defrontámos depois uma equipa forte, que é vice-campeã europeia, mas fica um sentimento amargo pois com outras condições podíamos discutir a passagem mas isso não aconteceu. Tínhamos opções que foram fáceis de tomar… Temos de ser realistas e pragmáticos e ver os soldados para decidir as batalhas. Nós tínhamos uma limitação muito grande e não podíamos dar mais minutos a jogadores sobrecarregados e decidimos o Campeonato”, comentou o líder do clube.

“Voltando ao dia 11 de novembro seria difícil tomar uma decisão até pela construção do plantel em 3x4x3. O João Pereira não jogava assim mas as suas equipas saíam a três e isso ajudava. Qualquer treinador que viesse seria muito difícil pela razão que os jogadores não estavam recetivos a mudar e não era pelo João. Desde que estamos aqui o João está a fazer a melhor época na equipa B e mesmo com muitos desfalques, está na fase de subida para a Segunda Liga. O João vai fazer o seu caminho. Rui Borges? Muito satisfeito pela forma de trabalhar e pela forma de olhar para o problema na qual me revejo. Já trabalhei com muitos treinadores que reagiram de formas diferentes às adversidades. O Rui Borges só pensa em arranjar uma solução, seja com um júnior ou um juvenil, e depois consegue transmitir confiança à equipa. Ele é calmo e sereno e, mesmo sem horas para treinar, tem mostrado capacidade de adaptação. Há quem se lamente a vida toda e o Rui Borges é um lutador que casou muito bem num grupo com um calendário complicado pela frente com lesões e expulsões. Só posso dizer que vamos continuar a lutar”, analisou o presidente leonino.

“O critério de arbitragem do Sporting é diferente para os rivais”

“Opinião das arbitragens? Temos uma forma de estar onde tentamos valorizar o futebol português, criar um ambiente positivo e, desde o primeiro dia, temos uma política para que se valorize a carreira do árbitro. É dar condições higiénicas de poder trabalhar. É muito fácil neste cargo ou no cargo dos nossos rivais cair na tentação de sistematicamente, a seguir a um desaire, vir intoxicar. Não nos revemos nessa forma de estar, comunicar e o Sporting tenta dizer de forma construtiva e objetiva e faz crítica para melhorar o que está menos bem e o que podemos fazer diferente para a frente. Na altura, em finais de dezembro, se puder fazer uma análise desde aí, considero que o critério de arbitragem de que o Sporting é alvo nos seus jogos é diferente para os rivais que lutam para os mesmos objetivos do Sporting”, frisou, numa parte da entrevista que acabou por ser mais extensa e onde foi detalhando vários casos de arbitragem.

“Gosto de dizer porque achamos isso, e o que vejo em Alvalade, quando o Sporting joga. E atenção: em Alvalade o árbitro é bem tratado porque deve ser assim. Enquanto estivermos no Sporting, os árbitros serão bem tratados, ninguém desce ao túnel para os intimidar ou ameaçar. Os árbitros têm todas as condições para trabalhar lá e terão sempre. Fico contente por um árbitro chegar a Alvalade e ser livre na sua função. Deixo um alerta porque o Sporting revê-se nesta forma de estar mas a mim custa-me ver um jogador a encostar a cabeça a um árbitro e não acontece nada e um jogador nosso encosta a um adversário, e mal, porque só pelo encosto deve levar amarelo, mas o adversário simula uma agressão e um jogador é expulso. Temos um critério, como no jogo com o Arouca, em que se marca penálti por agarrões e empurrões. Mas custa-me a entender na mesma jornada o FC Porto ganhar com um golo num lance em que há um empurrão grosseiro e o VAR desvaloriza esse empurrão. Em Alvalade, o VAR marca penálti. Faz confusão…”, disse.

“Há duas jornadas, outro nosso rival tem um penálti a favor por uma mão. Aos 90 minutos, na mesma zona do terreno, na mesma posição, um jogador do Benfica faz um gesto mais grosseiro e não houve critério igual. Esta é a diferenciação de critério. Por exemplo, o possível penálti no Dragão sobre o Quenda. Quantos penáltis se marcaram assim? Porque tocou na bola mas rasteirou o pé. Até se podia não marcar penálti, mas definam um critério porque esse critério tem prejudicado o Sporting. O Conselho de Arbitragem reconheceu os erros na altura do João Pereira e custaram cinco pontos ao Sporting. Agora também nos custou pontos. Mais ponto menos ponto este campeonato estaria decidido, segundo os ex-árbitros. Estamos a falar de muitos pontos de diferença. Não tem havido esse critério”. recordou a propósito do clássico.

“Se vale a pena reclamar mais? Já falei da nossa forma de estar e faço um apelo aos árbitros pela forma como reagem a determinados tipos de confiança. Dou o exemplo do Tiago Martins no Famalicão-FC Porto: teve uma decisão onde anulou um golo ao FC Porto e marcou um penálti para o Famalicão. Foi uma decisão correta. O FC Porto perdeu pontos e depois vimos uma comunicação old school, foi pedida uma reunião ao Conselho de Arbitragem… Depois ele voltou a apitar o Nacional-FC Porto e há uma entrada para cartão vermelho do Rodrigo Mora e o Tiago Martins mostra amarelo. O VAR chamou-o e manteve o amarelo. Não tenho dúvidas que tomou a decisão por ter sido condicionado. O Tiago Martins tem de pensar que assim estes clubes pensam que vale a pena e está a prejudicar a vida dos seus colegas pois, sempre que um grande perder, lá vem a newsletter longuíssima a queixar-se e não saímos disto! Depois, o Tiago Martins é VAR num jogo em que podíamos ter saído com seis pontos de vantagem”, explanou na forma de exemplo.

“A escolha do apoio do Sporting a Pedro Proença foi fácil em virtude das pessoas e projeto. Apoiámos pela visão que tem em melhorar a transparência e qualidade da arbitragem. Neste anos o Sporting bateu-se por medidas para melhorar a arbitragem. Como a publicação da nota dos árbitro, para ver quem avalia os árbitros e como são avaliados. Quem não deve, não teme. Não há nada a esconder. Segundo, a especialização na carreira de VAR. Não concordamos com algo perigoso que é que os árbitros, que hoje em dia têm a sua ambição porque existem classificações, acabarem por estar numa competição entre árbitros. Eu vou ser VAR e um árbitro VAR sabe que se tomar uma decisão vai influenciar a nota do árbitro. Claro que isto afeta o seu juízo. O Sporting defende que deve haver uma carreira específica de VAR e também defendemos a criação de uma entidade externa que conduza a arbitragem. Quarto ponto: a valorização da carreira de árbitro. O árbitro deve ter as melhores condições financeiras, de trabalho, de treino, de recrutamento e está no programa eleitoral de Pedro Proença e Luciano Gonçalves”, concluiu Frederico Varandas.