André Ventura é candidato às eleições Presidenciais de 2026 e formalizou a candidatura esta segunda-feira, através de um vídeo. A apresentação oficial está agendada para o dia 24 de maio.
O presidente do Chega, que ficou em terceiro lugar em 2021, com 496.773 votos, volta a ir a jogo, desta vez com uma candidatura assente em “cinco eixos” que considera fundamentais. À cabeça a “luta contra a corrupção“, que considera um “marco fundamental” no seu percurso político. “Garantir que o sistema é impermeável à corrupção, ao compadrio, às cunhas, tem sido uma luta todos os dias, no Parlamento, nas autarquias, em toda a ação política. E um Presidente da República tem que ser capaz de dizer ao sistema que tem mesmo que mudar nesta matéria”, afirma o líder do Chega.
Para André Ventura, o chefe de Estado garantir que o “sistema é impermeável ao conluio, ao compadrio, à cunha” é uma “ação fundamental”, bem como a necessidade de “exigir transparência ao Governo, exigir consequência quando se falha no cumprimento da lei e da integridade” — “É isso que não temos tido dos Presidentes da República”, entende Ventura, que há muito tem sido um acérrimo crítico de Marcelo Rebelo de Sousa.
De seguida, as palavras são para os jovens, para argumentar que o país tem “deixado partir” os melhores e que as famílias sabem do que fala. “Muitos pensam em ir para os países mais desenvolvidos do mundo, mas devíamos ser nós, devia ser [em] Portugal onde eles queriam ficar”, realça.
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Numa voz que surge no vídeo como uma espécie de moderador ouve-se que é preciso um Presidente da República que “não tenha medo de dizer que está ao lado das forças de segurança, que não tenha medo de dizer que está ao lado da justiça e que não tenha medo de dizer que quem comete crimes tem de ser punido”. “Essa tem sido praticamente uma batalha que travámos sozinhos no Chega e que eu, enquanto Presidente do Chega, fui travando”, realça André Ventura, enquanto justifica que o país tem assistido a casos em que “o poder político, os políticos, preferem estar ao lado dos bandidos, ao lado de quem comete crimes, ao lado de quem ameaça as forças de segurança do que ao lado das polícias”.
“Eu serei também o Presidente de todas as forças de segurança. Portugal precisa de um Presidente com uma voz firme, nestas áreas como na da imigração, porque estamos a mudar o país que temos”, sublinha.
Aos olhos de André Ventura, Portugal precisa de uma “voz firme” também na área da imigração. “Aquilo que tínhamos há três, quatro anos não é hoje a realidade dos portugueses no dia a dia”, afirma o presidente do Chega, num vídeo onde se ouve também que é preciso um Presidente que “ame e orgulhe os valores nacionais”.
“Sabem que podem contar com uma voz forte e firme, mesmo que incómoda, contra os interesses instalados no sistema. Sabem que podem contar com a coragem de os enfrentar a todos sem medo”, conclui Ventura, com foco naquilo que diz ser “o país que merecemos”.
A apresentação oficial da candidatura de André Ventura esteve marcada para o dia 28 de fevereiro e foi adiada para 24 de maio. Agora, o presidente do Chega formaliza a intenção de se recandidatar a Belém, quatro anos depois de se estrear com um terceiro lugar e quase 500 mil votos, numa altura em que era apenas deputado único.