O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, surgiu esta quarta-feira numa entrevista na Fox News com uma cruz de cinzas na testa, sinal imposto aos fiéis cristãos durante as celebrações da Quarta-feira de Cinzas, que foi celebrada esta quarta-feira pela Igreja Católica.
A Quarta-feira de Cinzas é o primeiro dia da Quaresma, o período de 40 dias que antecede o domingo de Páscoa. É, para os católicos, um período de penitência e de preparação para as celebrações da Páscoa, o ponto alto do ano litúrgico, em que se celebra a morte e ressurreição de Jesus Cristo.
Durante as missas realizadas na Quarta-feira de Cinzas, realiza-se o rito da imposição das cinzas na cabeça dos fiéis, no qual um sacerdote coloca uma pequena quantidade de cinzas no topo da cabeça do fiel ou inscreve uma cruz na testa.
As cinzas (tradicionalmente produzidas a partir da queima dos ramos usados no Domingo de Ramos do ano anterior) são um símbolo da morte, usado pelos católicos para se recordarem da sua própria mortalidade humana e para se prepararem para a festa da Páscoa, que assinala a ressurreição e a fé na vida eterna.
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Marco Rubio, que é católico e tem usado a sua fé no combate político, optou por surgir ainda com este símbolo na testa durante uma entrevista concedida à estação televisiva Fox News, esta quarta-feira — e na qual falou sobre a Ucrânia e sobre a situação na Faixa de Gaza. Rubio secundou a narrativa russa, classificando o conflito na Ucrânia como uma “guerra por procuração entre potências nucleares”. E defendeu que Kiev deve estar na mesa das negociações com a Rússia.
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Sobre o conflito entre Israel e Hamas, o secretário de Estado dos EUA avisou que Trump “perdeu a paciência” com “os jogos” do grupo terrorista islâmico, reafirmando os avisos feitos pelo presidente dos EUA no caso de o Hamas não libertar os reféns que ainda mantém em cativeiro.
Na governo norte-americano, liderado por Donald Trump, há ainda uma outra figura de relevo que pertence à Igreja Católica — o vice-presidente, JD Vance, que usa com frequência a fé católica na defesa das suas ideias políticas. Fê-lo, recentemente, citando a teologia católica para justificar a deportação de imigrantes em massa; depois disso, o Papa Francisco escreveu uma carta aos bispos norte-americanos a pedir-lhes que combatam a narrativa segundo a qual os imigrantes ilegais são vistos como criminosos, afirmando expressamente que essa visão é contrária à fé cristã.