O Parlamento Europeu proibiu esta sexta-feira os lobistas da Huawei de entrarem nas instalações em Bruxelas, na sequência de alegações de suborno ligadas às atividades de lobby da gigante tecnológica chinesa. A notícia é avançada pelo Politico.
A empresa está no centro de um escândalo de corrupção que envolve “acusações preliminares de corrupção ativa, falsificação de documentos, branqueamento de capitais” no Parlamento Europeu, disseram os procuradores federais belgas na quinta-feira, citados pelo mesmo meio. As suspeitas levaram a buscas em Portugal e na Bélgica. Um consultor português está entre os detidos e a Polícia Judiciária confirmou ao Observador que está a “participar na investigação e nas diligências” desta operação belga.
A Huawei tinha nove pessoas registadas para entrar nas instalações do Parlamento quando a empresa atualizou pela última vez a entrada no Registo de Transparência, em outubro. A proibição agora anunciada aplica-se a todas as instalações em Bruxelas, Estrasburgo, Luxemburgo e nos gabinetes de ligação que a instituição tem nos países da UE.
De acordo com as informações avançadas esta quinta-feira, as autoridades belgas suspeitam que lobistas da Huawei terão alegadamente pagado subornos a deputados europeus, tendo como contrapartida o apoio às suas pretensões no espaço europeu. Haverá 15 antigos e atuais eurodeputados sob suspeita dos procuradores.
[Terapia de Casal é o podcast que pode acabar com o casamento do Guilherme Fonseca e da Rita da Nova. Ouça aqui o novo episódio, que também está disponível na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music.]