O BMW XM tem uma história curiosa, uma vez que foi projectado pela BMW M, a divisão de modelos desportivos da marca germânica. Antes, este departamento produziu o impressionante coupé M1, em colaboração com a Lamborghini e aliando a um chassi tubular concebido pela Dallara, uma carroçaria desenhada por Giugiaro e um motor 3.5 com seis cilindros em linha e 277 cv, o que permitia ao desportivo atingir 265 km/h. O M1, de que apenas foram fabricadas 453 unidades entre 1978 e 1981, serviu de base para o Procar BMW M1 Championship, a competição que acompanhou a temporada do Mundial de F1 em 1979 e 1980, com Niki Lauda a sagrar-se vencedor no primeiro ano e Nelson Piquet no segundo.
Depois do sucesso do M1 — não em volume de vendas, mas em imagem — a marca decidiu voltar a confiar na BMW M a concepção do modelo seguinte, tendo sido decidido que seria um SUV de grandes dimensões e com linhas agressivas e fabricado em Spartanburg, nos EUA. Mas tudo indica que as formas do XM nunca conquistaram o coração (nem a carteira) dos potenciais clientes. Em 2024, os norte-americanos adquiriram apenas umas meras 1974 unidades, menos 14,7% do que no ano anterior, e fora dos EUA, Europa incluída, o resultado não foi muito melhor. O XM transaccionou somente 7813 unidades em todo o mundo durante 2024, assumindo-se como o modelo da BMW que menos vendeu globalmente, e nos EUA, em particular.
O reduzido volume de vendas registado acontece apesar de a BMW estar a injectar uma generosa quantidade de dinheiro no XM, com 5000 dólares de incentivos a juntarem-se a 15.000 de descontos, perfazendo 20.000 dólares para os clientes que optem por financiamento ou paguem em dinheiro. Os clientes que optem pelo leasing recebem mais 2500$, o que eleva para 22.500 dólares (cerca de 20.000€) o total das ajudas à comercialização do XM nos EUA. Mas nem assim as vendas descolam.