Os quatro homens que agrediram o zelador de André Villas-Boas na madrugada de dia 22 de novembro de 2023 foram condenados a penas de prisão esta quinta-feira, pela prática de crimes de furto qualificado na forma consumada e na forma tentada pelos atos de violência e roubo.
Para além da pena de prisão, terão de pagar uma indemnização provisória de 25 mil euros à vítima, um valor que pode aumentar tendo em conta que o zelador do agora presidente do Futebol Clube do Porto ainda está a ser acompanhado no hospital. Pelo menos um dos acusados vai recorrer da decisão, informou um dos advogados no exterior do Tribunal de São João Novo, no Porto.
Dois dos arguidos vão cumprir seis anos de cadeia, outro cinco anos e seis meses e um último quatro anos e seis meses. Para as diferenças de penas pesam as idades dos suspeitos (entre os 19 e 23 anos) e os antecedentes prisionais.
Durante a leitura do acórdão, que decorreu no Tribunal São João Novo, no Porto, o presidente do coletivo de juízes explicou que as penas são todas efetivas porque as agressões ao zelador são “intoleráveis”. “O grau de intensidade da violência exercida sobre a pessoa ofendida não é tolerável, não podemos tolerar isso, por isso, a mensagem tem de ser firme e muito forte, sobretudo aos jovens”, afirmou o magistrado.
Zelador do condomínio de Villas-Boas diz não se recordar das agressões de 2023
“Esse género de comportamento é inadmissível”, disse juiz
O juiz recordou que os agressores, dois dos quais estão em prisão preventiva, partiram vários ossos da cabeça e o septo nasal ao zelador que, passado um ano e quatro meses, ainda não está curado, tendo ainda lesões. “Isso é intolerável. Esse género de comportamento é inadmissível”, reforçou.
O magistrado recordou que dois dos agressores já têm condenações no cadastro, mostrando ter personalidades “adversas ao direito”.
Segundo a acusação, os quatro suspeitos, entre os 18 e 22 anos, combinaram entre si na madrugada de 22 de novembro de 2023, de se apropriarem “do máximo” de objetos e dinheiro que conseguissem e vandalizar carros e lojas comerciais na cidade do Porto “recorrendo mesmo a agressões físicas”.
Desta forma, em vários locais do Porto, em especial na zona da Foz, os arguidos apoderaram-se de bens e dinheiro do interior de dois estabelecimentos comerciais e de vários automóveis, além de os danificarem com recurso a um martelo, salienta.
Ainda durante essa madrugada, os suspeitos deslocaram-se até à residência do agora presidente do FC Porto, André Villas-Boas, que à data dos acontecimentos era candidato à liderança da presidência dos ‘dragões’, e agrediram o zelador do condomínio e furtaram-lhe o telemóvel e carro que usaram para praticar alguns dos furtos, explicou.
No âmbito desta operação, apelidada de Zelador, e que teve início em novembro de 2023, a PSP aprendeu um automóvel, um motociclo, diversos telemóveis, peças de vestuário, equipamentos e ferramentas.
Com Maria Rego
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