A OpenAI apresentou esta quarta-feira os modelos de inteligência artificial (IA) o3 e o4-mini, que têm a particularidade de conseguir “pensar” com imagens, disse a empresa.

Ou seja, estes modelos não vão apenas “ver” as imagens que são carregadas pelo utilizador, vão conseguir inclui-las na sua linha de “raciocínio”. Esta lógica de ter os modelos a “raciocinar” pode ser resumida às explicações em texto que um modelo vai dando sobre as etapas de decisão para conseguir cumprir uma tarefa.

Em comunicado, a OpenAI explicou que ao incluir as imagens nas etapas de pensamento, os modelos vão conseguir aumentar a complexidade das tarefas a que conseguem responder. Um dos exemplos dados pela empresa foi a apresentação de uma imagem de um caderno com uma anotação escrita à mão, numa página virada ao contrário.

Um dos exemplos dados pela OpenAI

À questão “o que é que está escrito no caderno”, o modelo conseguiu detalhar que lhe estava a ser pedido para analisar uma imagem, que o texto estava ao contrário e que era preciso rodar a imagem para conseguir ler corretamente. “A partir daí, posso verificar o que está escrito e partilhar as minhas conclusões de forma clara com o utilizador.”

A resposta final do modelo, indicando que estava escrito “4 de fevereiro — terminar roadmap”

A empresa de IA explicou que estes dois modelos já têm as capacidades de análise de forma nativa, ou seja, não dependem de modelos especializados separados. Os dois modelos vão permitir “resolver problemas mais complexos ao analisar imagens de forma mais cuidadosa, precisa e mais confiável do que antes”, explicou a empresa de Sam Altman.

“Vão poder combinar raciocínio avançado com ferramentas como a pesquisa na internet e a manipulação de imagem — fazer zoom de forma automática, ajustar, rodar ou melhorar as imagens.” Outro dos exemplos dados foi a possibilidade de carregar uma fotografia de um problema de economia e ver o modelo a tentar resolvê-lo em etapas e a explicar cada um dos passos.

Os modelos já estão disponíveis para os utilizadores das versões Plus, Pro e Team do ChatGPT e vão substituir as versões o1, o3-mini e o3-mini-high, explciou a empresa. Os utilizadores das versões Enterprise e Edu (educação) do ChatGPT terão acesso aos modelos “dentro de uma semana”.

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A OpenAI detalhou também que os modelos vão ter algumas limitações. Por exemplo, poderão ter “cadeias de raciocínio excessivamente longas”, com “tarefas redundantes ou desnecessárias à imagem” ou ter alguns “erros de perceção”, como interpretar mal as imagens, levando a erros nas respostas. E, tal como noutros modelos, também “poderão testar várias opções para responder a um problema, o que poderá levar a resultados incorretos”.

OpenAI em negociações para comprar startup por 3 mil milhões

A OpenAI é uma das empresas mais conhecidas neste boom da IA generativa. Recentemente, a empresa anunciou que fechou um investimento de 40 mil milhões de dólares do grupo SoftBank, a maior ronda de financiamento de uma tecnológica.

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Com esta injeção de capital, a OpenAI, que ficou assim avaliada em 300 mil milhões de dólares, estará interessada em ir às compras. Segundo a Bloomberg, a empresa de Sam Altman estará em conversações para adquiri a Windsurf, uma startup que desenvolve código com a ajuda de IA. O negócio poderá chegar a 3 mil milhões de dólares, avançou uma fonte com conhecimento das conversas.

A ser fechada, esta seria a maior compra já feita pela OpenAI. Nenhuma das empresas quis comentar o assunto à Bloomberg.

A Windsurf foi criada em 2021 e antes tinha o nome Exafunction Inc. A empresa já levantou 200 milhões de dólares em capital de risco, de acordo com dados da plataforma PitchBook. No ano passado, a empresa estava avaliada em 1,26 mil milhões de dólares.

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A OpenAI já fez várias aquisições nos últimos anos: comprou a empresa de analítica Rockset, em junho de 2024, por um valor que não foi divulgado. Também no ano passado, comprou a Multi. A empresa adquiriu também o domínio Chat.com, registado em setembro de 1996. Em nenhuma das aquisições foi divulgado o valor de compra.