Primeiro, às primeiras horas da quinta-feira da semana passada, um Toyota RAV4 que Keir Starmer vendeu a um vizinho quando se tornou primeiro-ministro. Depois, no sábado, um apartamento em Islington, um bairro em Londres, que foi de Starmer nos anos 90. Na segunda-feira, uma casa do primeiro-ministro em Londres, na zona de Tufnell Park, que está arrendada a uma cunhada. Um carro e duas casas, todos com alguma ligação a Keir Starmer, foram incendiados nos últimos dias e a polícia britânica encontrou um suspeito: é um jovem ucraniano que nas redes sociais se apresenta como “criador de conteúdos digitais”.

Roman Lavrynovych tem 21 anos e foi acusado nesta quinta-feira de três crimes de fogo posto com intenção de colocar vidas em perigo. De acordo com o britânico The Telegraph, trata-se de um jovem que vive em Sydenham, no sul de Londres, que nesta sexta-feira deverá ser presente a tribunal em Westminster. A sua identidade e fotos foram divulgadas pelas autoridades.

Os vários crimes de fogo posto não resultaram em quaisquer ferimentos, mas além de danificarem o carro também a porta de entrada de uma das casas e o pátio em frente da outra foram queimados. Keir Starmer comentou o caso num debate parlamentar, na quarta-feira, e descreveu os incidentes como um “ataque à democracia”.

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A investigação policial ainda não tirou qualquer conclusão sobre o motivo dos ataques – o envolvimento de algum estado hostil ao Reino Unido não está descartado. O caso surge apenas um dia depois de três cidadãos ucranianos terem sido detidos por suspeita de planearem ataques bombistas na Alemanha, a mando do regime russo.

À reportagem do The Telegraph, um vizinho de Sydenham comentou que Roman é visto como “um tipo normal”. “Não sei que idade tinha, parecia ter 20 ou 19 anos. Lembro-me que comecei a vê-lo no início de agosto de 2023, desde quando vivia aqui”, disse este vizinho.

Outro, um pouco mais velho, um funcionário de uma creche que viveu no apartamento por cima do ucraniano durante sete anos, afirmou que o suspeito “era um rapaz normal, às vezes tinha amigos no carro”. “Às vezes estava aqui durante o verão, às vezes quando eu ia e vinha, via-o”, acrescenta.

“Era um rapaz calado, não falava muito, não falava muito bem inglês, mas conseguíamos entender-nos”, afirma este vizinho, acrescentando que Roman “parecia ser polaco”.