A AD conseguiu, pelo segundo ano consecutivo, vencer as eleições. Desta vez por uma margem maior, mas sem conseguir a maioria sozinha, muito menos com a IL, que também cresceu para nove deputados.

Pedro Nuno Santos assumiu a derrota pesada — é preciso recuar 40 anos para ver tão poucos deputados socialistas no Parlamento — e demitiu-se do cargo de secretário-geral do PS.

A noite foi vitoriosa para o Chega de André Ventura que aumentou ainda mais a sua representação parlamentar, passando para 58 deputados, igualando o número de deputados do PS.

À esquerda, o único vitorioso foi o Livre de Rui Tavares que passa a ter seis deputados na sua bancada.

A restante esquerda perdeu força no Parlamento. O Bloco de Esquerda apenas conseguiu eleger Mariana Mortágua e a CDU passou de quatro para três deputados.

Inês Sousa Real manteve o seu mandato e terá companhia do recém eleito deputado Filipe Sousa do JPP, partido que foi criado na ilha da Madeira.

Um grupo de manifestantes sentaram-se na calçada na Avenida Fontes Pereira de Melo, em Lisboa, em frente à entrada principal do hotel de cinco estrelas que é o quartel-general da campanha da AD. O grupo exibia cartazes a exigir o fim do fóssil até 2030 e gritou palavras como: “não vamos dar paz a este Governo que nos quer matar”. Os cinco jovens, entre os 16 e os 22 anos, foram levados para a esquadra depois de se terem sentado em frente ao hotel da AD para exigir o fim ao fóssil.

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