O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, prometeu, esta segunda-feira, recuperar todos os reféns, “os vivos e os mortos”, detidos pelo Hamas em Gaza, enquanto as forças israelitas mantêm os bombardeamentos intensos contra o enclave palestiniano.
Fonte do Hamas adiantou que o movimento islamista palestiniano aceitou uma nova proposta de tréguas em Gaza por parte do enviado dos Estados Unidos Steve Witkoff, mas o norte-americano negou tal aprovação, de acordo com o seu porta-voz.
O conflito foi desencadeado por um ataque sem precedentes realizado em 07 de outubro de 2023, no sul de Israel, por comandos do Hamas infiltrados na vizinha Faixa de Gaza.
Em 17 de maio, Israel intensificou a sua ofensiva no território palestiniano sitiado, devastado e devastado por mais de 19 meses de guerra, com o objetivo declarado de libertar os restantes reféns, assumir o controlo de toda a Gaza e aniquilar o Hamas, que tomou o poder no território palestiniano em 2007.
“Se não tivermos sucesso hoje, teremos sucesso amanhã, e se não for amanhã, então depois de amanhã, não desistiremos… Pretendemos trazer todos de volta, os vivos e os mortos”, garantiu Netanyahu, num discurso que encerrou as festividades do “Dia de Jerusalém”. “A nossa missão [de vencer a guerra], incluindo a de trazer de volta os reféns, acompanha-nos dia e noite (…) Não vamos desistir dela”, acrescentou.
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Antes, num vídeo publicado no seu canal na rede social Telegram, Netanyahu realçou que espera fazer um anúncio sobre os reféns “hoje ou amanhã [terça-feira]”, sem adiantar mais pormenores.
No norte da Faixa de Gaza, alvo de novos bombardeamentos israelitas, 33 palestinianos, a maioria crianças, foram mortos na escola Fahmi Al-Jarjaoui, na Cidade de Gaza, e 19 num ataque a uma casa em Jabalia, segundo a Defesa Civil local. O exército israelita disse que teve como alvo terroristas na zona da escola.
A escalada israelita e o sofrimento dos civis palestinianos em Gaza, que enfrentam escassez de alimentos, água e medicamentos, estão a alimentar uma crescente indignação internacional.
Num ataque raro, o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Friedrich Merz, ameaçou não mais apoiar o governo de Netanyahu, seu aliado. Mas Berlim continuará a vender armas a Israel, garantiu o seu ministro dos Negócios Estrangeiros, Johann Wadephul.
O primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Støre, considerou este “provavelmente o pior ataque humanitário contra civis” ao referir-se a Gaza.
Os cerca de 2,4 milhões de habitantes do território palestiniano, deslocados por diversas vezes, estão cercados por Israel há mais de 19 meses.
Após mais de dois meses de bloqueio total da ajuda humanitária, Israel permitiu que as entregas chegassem aos poucos na semana passada.