A startup de inteligência artificial (IA) Manus lançou uma ferramenta que permite gerar vídeo e animação a partir de texto. Em março, a startup chinesa ganhou destaque ao lançar um agente de IA capaz de assegurar várias etapas de tarefas complexas através de instruções de texto.
Através da rede social X, a Manus revelou que a integração deste ferramenta de criação de vídeo permite “transformar os prompts [pedidos] em histórias completas — estruturas, com sequência e prontas a visualizar”. “Com um único prompt, a Manus planeia cada cena, concebe os visuais e anima a sua visão”, explica a startup.
Introducing Manus video generation.
Manus transforms your prompts into complete stories—structured, sequenced, and ready to watch. With a single prompt, Manus plans each scene, crafts the visuals, and animates your vision. From storyboard creation to concept visualization—your… pic.twitter.com/2bOxSkyRv5
— ManusAI (@ManusAI_HQ) June 3, 2025
Neste anúncio, dá como exemplo um vídeo de um astronauta a caminhar no espaço, com vários tipos de planos, incluindo de detalhe. Numa sequência mais rápida, mostrou também alguns exemplos de pessoas com aspeto realista.
Por agora, esta funcionalidade está disponível em acesso antecipado paras os utilizadores dos planos Basic, Plus e Pro, as subscrições que a companhia lançou no fim de março. A subscrição Basic custa 19 dólares por mês e tem 1.900 créditos, as unidades que são consumidas à medida que são feitos pedidos. Já a Plus dá acesso a 3.900 créditos e custa 39 dólares por mês. O plano Pro custa 199 dólares e garante o acesso a 19.900 créditos.
No anúncio, a empresa diz que pretende disponibilizar a ferramenta de vídeo a todos os utilizadores “em breve”.
[A polícia é chamada a uma casa após uma queixa por ruído. Quando chegam, os agentes encontram uma festa de aniversário de arromba. Mas o aniversariante, José Valbom, desapareceu. “O Zé faz 25” é o primeiro podcast de ficção do Observador, co-produzido pela Coyote Vadio e com as vozes de Tiago Teotónio Pereira, Sara Matos, Madalena Almeida, Cristovão Campos, Vicente Wallenstein, Beatriz Godinho, José Raposo e Carla Maciel. Pode ouvir o 3.º episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E o primeiro episódio aqui e o segundo aqui.]
A área de geração de vídeo está incluída na zona “criar” do Manus e inscrita como “geração de vídeo cinematográfico”. Se não souber o que criar, o chatbot dá uma sugestão de prompt de exemplo, que é semelhante à cena do astronauta que figura no anúncio. Quando deteta que é uma conta gratuita, como no caso do teste feito pelo Observador, a IA explica a razão para a indisponibilidade e dá alternativas, como “posso criar um storyboard visual com imagens estáticas que representem cada cena do seu conceito”; “posso gerar imagens conceituais de alta qualidade para cada momento-chave do guião” ou ainda “posso criar um documento detalhado com diretrizes técnicas e visuais para a produção do vídeo”.
Com a inclusão desta ferramenta, a Manus passa a competir diretamente com empresas como a OpenAI, que tem o modelo de gerar vídeo a partir de texto Sora, e com a Google, que recentemente lançou o Veo 3, que tem a particularidade de gerar vídeo realista com som. Outras opções são a Synthesia ou a Runaway, também no Ocidente. Já no mercado interno, a China, a Manus compete com as gigantes Alibaba e Tencent, que também tem ferramentas deste tipo.
A Manus ganhou destaque em março, aproveitando o ímpeto de atenção dada à também chinesa DeepSeek. Em janeiro, a empresa gerou um abanão na indústria de IA ao revelar que conseguiu treinar um grande modelo de linguagem (LLM, em inglês) recorrendo a menos chips e a um preço mais baixo do que as concorrentes.