A meio da semana, quando foi instrumental para a vitória contra a Alemanha que garantiu o apuramento para a Liga das Nações, Nuno Mendes lembrou que uns dias antes tinha conquistado a Liga dos Campeões precisamente ali, em Munique e no Allianz Arena, com o PSG. E deixou uma certeza: por ele, jogava sempre naquele relvado.

“Por mim jogava sempre aqui. Ficava já aqui, já conheço o país. Já estou feliz pela vitória, mas temos de manter-nos concentrados porque temos agora a final. Temos de chegar na melhor condição para ganhar. Sinto-me bem. Faço o que posso dentro de campo, ajudo ao máximo a equipa e esse é o meu trabalho”, disse o lateral. Dias depois, com a Liga das Nações já no palmarés, Nuno Mendes deve estar ainda mais convencido de que nasceu para jogar em Munique.

O jogador do PSG foi novamente titular na esquerda da defesa, marcou o primeiro golo de sempre pela Seleção Nacional ainda na primeira parte e para empatar a final e fez a assistência para o de Cristiano Ronaldo, com um cruzamento a partir da esquerda. Pelo meio, não deu grandes chances a Lamine Yamal, foi sempre importantíssimo nas colaborações com Pedro Neto e Rafael Leão no corredor e também foi competente nas grandes penalidades, convertendo o respetivo penálti.

Aos 22 anos e quatro depois de se ter estreado pela Seleção Nacional, pela mão de Fernando santos, Nuno Mendes conquistou o primeiro troféu por Portugal e completou uma temporada perfeita onde também ganhou Ligue 1, Liga dos Campeões, Taça de França e Supertaça de França com o PSG. Interpretado por muitos como o melhor lateral-esquerdo do mundo, o defesa formado no Sporting assinou mais uma exibição de autor e recebeu ainda a distinção de melhor jogador da final de Munique.

Depois do jogo, de forma natural, Nuno Mendes foi um dos jogadores que surgiram perante a comunicação social. “Estou muito contente pela vitória, é o meu primeiro troféu com Portugal e é bom dar uma alegria aos portugueses e à minha família. Sabíamos que íamos defrontar uma seleção muito jovem, com bons jogadores, com muita qualidade. A nossa mentalidade, tanto aqui como na meia-final, foi sempre a mesma: entrar no jogo para ganhar e não baixar os braços até ao fim. Demos uma boa demonstração de que, independentemente de começarmos a perder, o jogo só acaba nos últimos minutos. Estamos sempre prontos para dar o máximo”, atirou o lateral, comentando depois o facto de ter conseguido lidar com Lamine Yamal.

“Entro concentrado ao máximo em todos os jogos. Sei que nestes casos, nestes jogos, tenho de ter uma atenção mais elevada, porque são jogadores de alto nível que podem fazer a diferença de um momento para o outro. Faço o meu trabalho, tento estar atento, fazer o meu melhor na defesa e depois atacar com qualidade”, terminou.