Na tarde desta terça-feira, 10 de junho, decorreu a segunda troca de prisioneiros entre a Rússia e a Ucrânia, que faz parte do acordo resultante das negociações de 2 de junho em Istambul. Na rede social X, Volodymyr Zelensky confirma que a troca desta terça-feira marca o início da libertação dos soldados doentes e com ferimentos. “Continuamos com o regresso do nosso povo, conforme acordado em Istambul. Hoje marca a primeira etapa do regresso dos nossos combatentes feridos e gravemente feridos do cativeiro russo. Todos eles necessitam de cuidados médicos imediatos. Este é um importante ato humanitário”, escreveu.
Na rede social, Zelensky partilhou fotografias e um vídeo do momento em que os soldados ucranianos foram libertados. O Presidente ucraniano garantiu também que “as trocas continuarão. Estamos a fazer tudo o que podemos para encontrar e devolver cada pessoa que está em cativeiro. Estou grato a todos os que estão a contribuir para este esforço”.
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— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) June 10, 2025
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O Ministério da Defesa russo também emitiu um comunicado, citado pela agência TASS, em que confirma que, em “cumprimento dos acordos russo-ucranianos assinados em Istambul a 2 de junho, o segundo grupo de militares russos regressou do território controlado pelo regime de Kiev. Em troca, a Rússia transferiu um grupo de militares ucranianos”. Ainda de acordo com a TASS, os militares russos permanecem no território da Bielorrússia, onde recebem a assistência psicológica e médica necessária.
Na última segunda-feira, dia 9, Rússia e Ucrânia fizeram a primeira troca de prisioneiros, libertando os militares com idades entre os 18 e os 25 anos. A expectativa era a de que ao longo destas duas trocas regressassem à casa 500 soldados, diz o Kyiv Independent. Ainda está prevista a repatriação de 6 mil corpos de mortos em combate de cada lado. No fim de semana, a Rússia alegou que já tinha 1.212 corpos no ponto de encontro acordado, prontos para serem devolvidos à Ucrânia. Entretanto, Zelensky alegou que as operações para o repatriamento dos corpos deve iniciar apenas depois de estar completa a troca de prisioneiros.