1230,7kWh poupados 1230,7 kWh poupados com a
i

A opção Dark Mode permite-lhe poupar até 30% de bateria.

Reduza a sua pegada ecológica.
Saiba mais

Teatro Nacional D. Maria repudia ataque à companhia A Barraca com quem se solidariza

Este artigo tem mais de 1 ano

O Teatro D. Maria II, “enquanto instituição artística, e perante o recrudescimento de ameaças à liberdade de expressão, condena todas as formas de violência”, lê-se na página oficial do teatro.

“A Cultura é um lugar de liberdade, nunca de medo", afirmou a ministra da Cultura, Margarida Balseiro Lopes
i

▲“A Cultura é um lugar de liberdade, nunca de medo", afirmou a ministra da Cultura, Margarida Balseiro Lopes

MICHAEL M. MATIAS /OBSERVADOR

▲“A Cultura é um lugar de liberdade, nunca de medo", afirmou a ministra da Cultura, Margarida Balseiro Lopes

MICHAEL M. MATIAS /OBSERVADOR

O Teatro Nacional D. Maria II condenou esta quarta-feira “a violenta agressão” contra A Barraca, ocorrida na terça-feira junto ao Teatro Cinearte, em Lisboa, “solidarizando-se com toda a equipa” da companhia “e em particular com o ator Adérito Lopes”.

Um ator da companhia de teatro A Barraca foi agredido na noite de terça-feira por um grupo de extrema-direita, em Lisboa, quando entrava para o espetáculo com entrada livre “Amor é fogo que arde sem se ver”, de homenagem a Camões, disse a diretora da companhia, Maria do Céu Guerra.

O Teatro D. Maria II, “enquanto instituição artística, e perante o recrudescimento de ameaças à liberdade de expressão, […] condena todas as formas de violência e tentativas de condicionamento dos direitos culturais de todas as pessoas e continuará a trabalhar comprometidamente na defesa da liberdade de criação e participação cultural como valor fundamental de uma sociedade democrática”, lê-se na página oficial do teatro nacional.

A ACTA – A Companhia de Teatro do Algarve também reagiu, expressando “solidariedade para com A Barraca Teatro, em particular com o ator Adérito Lopes, brutalmente agredido num ato cobarde de violência de cariz neonazi”.

“É urgente travar a propagação do ódio e pôr fim às narrativas extremistas que ameaçam a liberdade, a arte e a dignidade humana”, apela A Companhia de Teatro do Algarve.

De igual modo, a Federação Portuguesa de Teatro condenou “o ato de violência de que foram alvo os atores de A Barraca Teatro”, expressando solidariedade.

[A polícia é chamada a uma casa após uma queixa por ruído. Quando chegam, os agentes encontram uma festa de aniversário de arromba. Mas o aniversariante, José Valbom, desapareceu. “O Zé faz 25” é o primeiro podcast de ficção do Observador, co-produzido pela Coyote Vadio e com as vozes de Tiago Teotónio Pereira, Sara Matos, Madalena Almeida, Cristovão Campos, Vicente Wallenstein, Beatriz Godinho, José Raposo e Carla Maciel. Pode ouvir o 4.º episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E o primeiro episódio aqui, o segundo aqui e o terceiro aqui]

A escola profissional Instituto para o Desenvolvimento Social (IDS), a cujo corpo docente pertence o ator Adérito Lopes, coordenador do curso de Ator/Atriz, publicou na rede social Instagram que “repudia a vil agressão cometida sobre o seu professor”.

“O nosso docente, vítima de um grupo de criminosos motivados pelo ódio e pela violência, partilha os valores universais que o levaram, há quase uma década, a juntar-se ao IDS, por saber que, nesta Casa, a defesa dos valores humanistas, como a educação, a liberdade, a paz, a justiça, o respeito pelo outro, é parte integrante da nossa missão como Escola.”

Em declarações à Lusa, a atriz Maria do Céu Guerra contou que a agressão ocorreu na terça-feira, por volta das 20h00, quando os atores estavam a chegar ao Cinearte, no Largo de Santos.

Junto à porta, cruzaram-se “com um grupo de neonazis com cartazes, programas”, com várias frases xenófobas, que começaram por provocar uma das atrizes.

“Entretanto, os outros atores estavam a chegar. Dois foram provocados e um terceiro foi agredido violentamente, ficou com um olho ferido, um grande corte na cara”, afirmou a também encenadora, de 82 anos, que disse que o ator em causa teve de receber tratamento hospitalar.

A ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, também repudiou esta quarta-feira a agressão classificando-a de “atentado contra a liberdade de expressão, contra o direito à criação, contra os valores democráticos”.

“A Cultura é um lugar de liberdade, nunca de medo. Repudio a agressão cobarde de que foram alvo os atores da companhia A Barraca”, começou por escrever a ministra, sobre a agressão, na noite de terça-feira, em Lisboa, que levou a que um ator de A Barraca fosse hospitalizado com ferimentos no rosto.

Margarida Balseiro Lopes sublinhou: “Este ataque é um atentado contra a liberdade de expressão, contra o direito à criação, contra os valores democráticos que nos definem enquanto país. A Cultura não se intimida. Não recua. E não aceita ódio travestido de discurso político”.

“Temos de garantir que artistas, técnicos e público podem participar plenamente na vida cultural, com segurança, respeito e dignidade”, reforçou a governante, que dirigiu ao ator agredido e a toda a equipa da companhia a sua solidariedade, em particular à diretora artística Maria do Céu Guerra, “cujo papel na cultura portuguesa é inestimável”.

Fonte da PSP disse à Lusa que, com as características do eventual suspeito fornecidas pelo ofendido e por um seu amigo, foram feitas várias diligências nas ruas adjacentes ao Largo de Santos, tendo sido possível localizar um homem com 20 anos, suspeito de ser o autor da agressão.

Ofereça este artigo a um amigo

Enquanto assinante, tem para partilhar este mês.

A enviar artigo...

Artigo oferecido com sucesso

Ainda tem para partilhar este mês.

O seu amigo vai receber, nos próximos minutos, um e-mail com uma ligação para ler este artigo gratuitamente.

O seu plano não inclui a oferta de artigos

Para poder oferecer artigos aos seus amigos, faça upgrade para um plano de subscrição superior.

Ofereça até artigos por mês ao ser assinante do Observador

Partilhe os seus artigos preferidos com os seus amigos.
Quem recebe só precisa de iniciar a sessão na conta Observador e poderá ler o artigo, mesmo que não seja assinante.

Este artigo foi-lhe oferecido pelo nosso assinante . Assine o Observador hoje, e tenha acesso ilimitado a todo o nosso conteúdo. Veja aqui as suas opções.

Atingiu o limite de artigos que pode oferecer

Já ofereceu artigos este mês.
A partir de 1 de poderá oferecer mais artigos aos seus amigos.

Aconteceu um erro

Por favor tente mais tarde.

Atenção

Para ler este artigo grátis, registe-se gratuitamente no Observador com o mesmo email com o qual recebeu esta oferta.

Caso já tenha uma conta, faça login aqui.