A porta-voz do PAN, Inês Sousa Real, anunciou que vai apresentar uma denúncia no Ministério Público contra um homem que revelou no programa Terra Nossa, apresentado por César Mourão na SIC, que amputou uma pata a um cão que era “muito rápido”.
A líder partidária vincou num vídeo publicado nas redes sociais que esta ação “gera elevado sofrimento e agonia ao animal” e avisou ainda que vai contactar a SIC para impedir futuras banalizações da violência animal, “punível com pena de prisão até dois anos”.
O relato do homem surgiu numa conversa com o humorista César Mourão, que gravava, em São Pedro do Sul, o primeiro episódio da nona temporada da série. “[O cão] era muito rápido, por isso eu cortei-lhe uma pata”, começou por dizer. Perante os risos do apresentador, prosseguiu: “cortei-lhe uma que era para correr menos atrás da perdiz”.
Depois de o dono explicar que o cão ajudava a caçar perdizes, César Mourão questionou se não seria útil, nesse caso, “correr rápido”. O homem respondeu que não, porque o animal afugentava as perdizes, que levantavam “antes do tempo”, impossibilitando o caçador de atingi-las.
“Avisei [o cão]: ‘olha que eu corto-te uma pata'”, recordou. Apesar do desabafo do humorista — “coitado do cão”, disse — o homem insiste: “meu amigo, isto são vidas”. O programa gerou indignação nas redes sociais e chegou ao partido liderado por Inês Sousa Real, que rapidamente manifestou a intenção de ver o alegado agressor punido criminalmente.
“Recebemos esta denúncia de um vídeo a correr nas redes sociais de um fulano que identifica no programa do César Mourão que maltratou um cão. Amputou-lhe a pata, o que gera elevado sofrimento e agonia ao animal. Os maus tratos a animais são crime em Portugal”, diz a deputada única do PAN.
“Comprovando-se os factos que confessou”, Inês Sousa Real quer que este homem seja identificado, acusado e condenado. Pede que lhe sejam retirados os animais de estimação que possa ter, além do cão mutilado. “Não faz sentido que os mesmos continuem com o alegado agressor”.
A líder política disse que vai contactar a SIC, “porque mesmo sendo um programa de entretenimento, o riso não pode banalizar a crueldade contra os animais”.