Três meses e meio depois da depressão Martinho ter obrigado ao encerramento do Convento dos Capuchos, o monumento reabriu esta semana. Segundo comunicado da Parques de Sintra, empresa pública com capitais municipais que gere o espaço, a depressão provocou, na serra de Sintra, a queda de cerca de 100 mil árvores, afetando 280 hectares do total dos cerca de mil hectares sob gestão da Parques de Sintra, que incluem o Convento dos Capuchos e o bosque que o rodeia.

Depressão Martinho teve “efeitos devastadores” na Serra de Sintra. Caíram 100 mil árvores

O fenómeno aconteceu a 19 de março. E só esta semana “o Convento dos Capuchos reabriu ao público”, indica a Parques de Sintra, explicando que tal foi possível pela abertura à circulação da Estrada dos Capuchos e da estrada que liga o Pé da Serra ao cruzamento dos Capuchos. As restantes vias e zonas no perímetro florestal continuam, no entanto, “fortemente condicionadas e interditas, devido aos trabalhos que a Parques de Sintra e a Câmara Municipal de Sintra estão a levar a cabo”.

Neste processo de limpeza a Parques de Sintra diz já ter retirado 3,2 milhões de quilos de madeira nas áreas afetadas. O projeto de recuperação das áreas florestais com estragos será faseado e prolonga-se durante os próximos dois anos. Custará de 3 milhões de euros, conforme já tinha sido avançado pelo Observador.

A Parques de Sintra diz que, paralelamente, tem em desenvolvimento um plano para “permitir mitigar os efeitos erosivos provocados por este fenómeno e a rearborização das áreas afetadas”, privilegiando a plantação de espécies autóctones, avançando com “estratégias para manter a estabilização do solo, recuperação da cobertura vegetal, manutenção do equilíbrio hídrico e restabelecimento dos habitats naturais, assegurando, desta forma, maior sustentabilidade e resiliência da floresta face a futuros eventos extremos”.

A reabertura foi comunicada esta sexta-feira, mas aconteceu a 1 de julho, indica a empresa pública ao Observador.