A temporada de 2024/25 ainda decorria, as apostas para a época de 2025/26 começavam a surgir de forma paulatina no Dragão. Primeiras movimentações? Assegurar a compra do central de Nehuén Pérez, com 13,3 milhões de euros investidos por 90% dos direitos económicos do central, e resgatar mais 15% do passe de Samu por cinco milhões de euros, ficando assim os dragões com um total de 65% dos direitos económicos do avançado. Aí, em maio, ficava a ideia de que, perante o contexto económico que a SAD dos azuis e brancos ia atravessando, esse seria o último movimento a envolver o internacional espanhol. Afinal, nem por isso.

De acordo com um comunicado enviado esta sexta-feira à CMVM, a FC Porto SAD deu conta de mais duas compras ao Atl. Madrid a envolver Samu. Por um lado, os dragões ativaram a última opção de compra de mais 15% do passe, pagando por isso cinco milhões de euros como acontecera em maio. Por outro, estiveram em negociações com os colchoneros e asseguraram os restantes 20% por mais sete milhões.

“A Futebol Clube do Porto – Futebol, SAD (“FC Porto”) vem informar o mercado, os seus associados, adeptos e simpatizantes, bem como o público em geral, que exerceu a segunda opção de compra prevista no Contrato de Transferência com o Club Atlético Madrid (“Atlético Madrid“) para a aquisição, a título definitivo de 15% dos direitos económicos do jogador profissional de futebol Samuel Aghehowa (“Samu”), pelo valor total de 5M€ (cinco milhões de euros). Mais se informa que, no âmbito do exercício antecipado desta opção de compra, e na sequência das negociações decorridas nas últimas semanas entre os dois clubes, o FC Porto acordou com o Atl. Madrid a aquisição adicional de 20% dos direitos económicos que permaneciam na propriedade do Atlético Madrid pelo valor de 7M€ (sete milhões de euros), pelo que o FC Porto passou agora a deter 100% dos direitos económicos do jogador”, explicaram os azuis e brancos em comunicado.

Desta forma, Samu torna-se a transferência mais cara de sempre de um clube nacional, num total investido de 32 milhões de euros, superando aquilo que o Benfica tinha pago pelo médio turco Orkun Kökçü ao Feyenoord, com 25 milhões de euros fixos mais 4,7 milhões por objetivos desportivos cumpridos. A título de curiosidade, a maior compra de sempre do Sporting foi Viktor Gyökeres, que custou 20 milhões de euros fixos mais quatro milhões em variáveis. Quer um, quer outro devem ser vendidos nas próximas horas.

“Como viram recentemente, o FC Porto foi obrigado a operar o mercado de janeiro de determinada forma para se manter viável enquanto instituição e organização. Há uma parte de compromisso desportivo que perdemos por conta da sustentabilidade financeira do FC Porto e a sua sobrevivência enquanto clube e instituição. Agora temos a facilidade de operar no mercado, porque podemos amortizar todos os investimentos que vamos fazer num longo prazo e porque temos muita crença no trabalho que estamos a fazer a nível de organizativo. Isso vai permitir outro nível de investimento que nunca tivemos. Poderemos estar perante o maior mercado de sempre da história do FC Porto. Essa é a aproximação que temos de ter. Queremos ter um alinhamento estratégico das necessidades que o treinador vai observar agora nestas semanas e, a partir daí, atacar e fechar os alvos necessários para que o clube obtenha sucesso”, tinha referido André Villas-Boas, presidente dos dragões, durante a conferência de apresentação de Farioli.

Já depois dos 18,3 milhões de euros investidos em 15% de Samu e 90% de Nehuén Pérez, o FC Porto gastou 15 milhões de euros por 90% dos direitos económicos de Gabri Veiga e mais 4,5 milhões por 100% do passe de Dominik Prpic (João Costa não envolveu contrapartidas, com Abraham Marcus e Jorge Meireles a irem para a Reboleira), havendo agora mais 12 milhões por Samu. Confirmando-se os 13 milhões de euros pelo avançado espanhol Borja Sainz, os dragões levam já 62,8 milhões de euros em 2025/26.

[A polícia é chamada a uma casa após uma queixa por ruído. Quando chegam, os agentes encontram uma festa de aniversário de arromba. Mas o aniversariante, José Valbom, desapareceu. “O Zé faz 25” é o primeiro podcast de ficção do Observador, co-produzido pela Coyote Vadio e com as vozes de Tiago Teotónio Pereira, Sara Matos, Madalena Almeida, Cristovão Campos, Vicente Wallenstein, Beatriz Godinho, José Raposo e Carla Maciel. Pode ouvir o 8.º e último episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E o primeiro episódio aqui, o segundo aqui, o terceiro aqui, o quarto aqui, o quinto aqui, o sexto aqui e o sétimo aqui]