A fabricante de automóveis sueca Volvo anunciou esta terça-feira que registou no seu balanço do segundo trimestre uma provisão para deterioração de 11.400 milhões de coroas suecas (1.015 milhões de euros), devido às tarifas dos EUA.
A empresa sueca, controlada pelo grupo chinês Geely Holding, indicou num comunicado que não consegue vender o modelo ES90 de forma rentável nos EUA devido às tarifas impostas pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, o que também faz com que a margem de lucro “esteja sob pressão” na Europa.
Ao mesmo tempo, alertou que o novo Volvo EX90 sofre “atrasos significativos” no lançamento, um contratempo que causou custos adicionais de desenvolvimento e reduzirá a rentabilidade deste modelo.
“Devido às tarifas de importação nos EUA, aos atrasos no desenvolvimento e lançamento do EX90 e às prioridades estratégicas de investimento, reavaliámos as previsões de volume destes dois veículos, isto resultou numa rentabilidade do ciclo de vida inferior ao previsto”, afirmou o diretor financeiro da Volvo, Fredrik Hansson, em comunicado.
De acordo com a empresa, estes fatores terão um efeito sobre os rendimentos líquidos do grupo de nove mil milhões de coroas suecas (801 milhões de euros) e a provisão para deterioração será contabilizada nos resultados do segundo trimestre, que serão publicados na próxima quinta-feira.
No entanto, a Volvo indicou que continuará a investir na sua nova geração de carros elétricos para fabricar novos modelos a um custo menor e com maior desempenho, entre eles o EX60, cujo lançamento está previsto para 2026.