Apenas cerca de 3600 veículos chegaram a portos norte-americanos durante o mês de Maio, contra as 12.980 unidades que chegaram aos EUA pela via marítima em período homólogo de 2024, o que representa uma quebra de 72,3%. E como se não bastasse esta forte redução na importação de veículos completos, segundo a notícia avançada pelo Automotive News, até as peças necessárias para produzir veículos nas fábricas americanas viram o volume cair 15%, o que implica um corte considerável no volume da produção das unidades industriais norte-americanas.
Este corte nas importações não se viu ainda reflectido nas vendas de veículos novos. A explicação prende-se com a estratégia adoptada pelos construtores que vivem sobretudo de veículos importados. Estes têm optado por vender o stock que têm armazenado, na esperança que Trump volte a fazer marcha-atrás e desista ou, pelo menos, suavize a guerra comercial que iniciou e não com os melhores resultados. Mas o problema desta estratégia é que não vai durar para sempre, uma vez que os stocks não são infinitos.
Quando em breve as vendas começarem a cair, por falta de modelos para entregar a clientes, não vão apenas ser os construtores a sofrer financeiramente. Nesta altura, também a rede de concessionários e todos os seus funcionários podem começar a ter suores frios. E com a facilidade com que é possível despedir nos EUA, vai começar a crescer o número de ex-funcionários da indústria automóvel. Tudo devido a uma guerra tarifária por motivos questionáveis.