A administração de Donald Trump divulgou os registos arquivados pelo FBI sobre o assassínio de Martin Luther King Jr., perante os pedidos de cuidado por parte da família do líder dos direitos civis assassinado em 1968, avança a Associated Press.
A divulgação inclui mais de 240 mil páginas de documentos que estavam sob sigilo judicial desde 1977, ano em que o FBI reuniu o material e o entregou aos Arquivos Nacionais dos Estados Unidos.
A família do ativista norte-americano, incluindo os dois filhos Martin Luther King III e Bernice King, foi informada previamente sobre a decisão e mobilizou equipas próprias para analisar os documentos antes da divulgação pública. Num comunicado, publicado esta segunda-feira e citado pela AP, os filhos reconheceram que o interesse em torno do pai tem sido persistente ao longo dos anos, mas alertaram para a necessidade de abordar o conteúdo agora revelado com consciência e sensibilidade.
“Como filhos de [Martin Luther] King e de Coretta Scott King, a sua morte trágica foi uma dor intensamente pessoal — uma perda devastadora para a mulher, filhos e a neta que nunca conheceu —, uma ausência que a nossa família suportou durante mais de 57 anos”, escreveram, acrescentando: “Pedimos àqueles que se envolverem na divulgação destes ficheiros que o façam com empatia, contenção e respeito pela dor contínua da nossa família”.
Donald Trump já tinha anunciado, após tomar posse como Presidente dos Estados Unidos em janeiro deste ano, a desclassificação dos arquivos do governo sobre os assassinatos do ex-líder norte-americano John F. Kennedy em 1963 e do ativista dos direitos civis Martin Luther King Jr. em 1968.
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