Uma mulher norte-americana, de férias em Portugal, acusa o motorista de um carro ao serviço da plataforma Uber de a ter sequestrado em Lisboa na madrugada desta quinta-feira e só a ter libertado em Almada, disse fonte da PSP.
Fonte do Comando Distrital de Setúbal da PSP disse à agência Lusa que a vítima alega que, depois de deixar duas amigas numa unidade hoteleira no centro de Lisboa, pretendia seguir viagem para outro hotel, também na capital, mas que o motorista a obrigou a seguir viagem para a margem sul do Tejo.
De acordo com o relato da vítima à PSP, o motorista começou a comportar-se de forma estranha e com uma condução agressiva a partir do momento em que ficou sozinha no carro, tendo-a transportado contra a sua vontade para a margem sul do Tejo, acabando, no entanto, por permitir que abandonasse o carro na Rua Eduardo Viana, em Almada, no distrito de Setúbal.
A PSP adianta ainda que a mulher terá ficado em pânico quando se apercebeu de que estava a ser transportada para um local desconhecido, mas que, apesar do comportamento inesperado do motorista, não terá havido nenhuma tentativa de agressão ou de violação.
O caso está a ser investigado pela Polícia Judiciária de Setúbal.
Uber não foi contactada pelas autoridades e diz desconhecer viagem
Em resposta a esta notícia, a Uber afirma, numa nota enviada à agência Lusa, que “não foi contactada por parte das autoridades relativamente ao caso reportado” e garante que “não tem registos de qualquer viagem com as características relatadas nas notícias, nem recebeu qualquer contacto sobre este tema através da aplicação ou suporte ao cliente”.
“A Uber sempre colaborou prontamente em qualquer investigação e tem uma resposta altamente diferenciada ao nível da resolução de incidentes e relação com as autoridades”, lê-se na resposta à Lusa, na qual a plataforma afirma ter “uma Equipa de Segurança Pública, composta por antigos agentes da autoridade e especialistas, que estabelecem e mantêm parcerias com as autoridades locais e trabalham em estreita relação com as mesmas”, disponível 24 horas por dia, sete dias por semana.
A Uber afirma ainda que todos os motoristas cumprem os requisitos legais, sendo devidamente licenciados, titulares da respetiva autorização de residência, se aplicável, e sem quaisquer antecedentes criminais.
“A verificação da identidade dos motoristas é feita de forma rigorosa e recorrente, seja pela verificação de um conjunto vasto de documentação, seja através de tecnologia pioneira de reconhecimento facial”, refere.
Para reforçar este controlo, a Uber explica que há uma plataforma de partilha de dados com o Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT), que permite uma supervisão mais robusta da atividade TVDE, com base em dados fiáveis e atualizados.
Garante ainda que fornece aos utilizadores e motoristas “um vasto leque de ferramentas e funcionalidades para garantir a sua segurança”: gravação áudio das viagens, partilha do estado da viagem em tempo real com até cinco contactos (…) e que desde 2019 implementou o botão de emergência que permite ligar diretamente para o 112, a posição GPS em tempo real, a marca, o modelo do carro e a matrícula, entre outras.
A Uber diz que em qualquer momento é possível reportar incidentes através da app e obter apoio especializado e que durante a viagem é possível reportar de imediato e facilmente qualquer incidente através do Safety Center na app. Em caso de incidente de segurança, as contas envolvidas são imediatamente suspensas, como medida preventiva durante a investigação.
A plataforma explica que os dados dos utilizadores, como o nome e apelido, o telefone ou a morada estão sempre protegidos, permanecendo anónimos a todo o momento.
*Notícia atualizada às 23h30 de 24 de julho de 2025
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