Este artigo é da responsabilidade da Eupago

Diz-se que somos um país atrasado. Que temos lugar cativo na cauda da Europa e que, a par e passo, vamos sendo ultrapassados pelos países de Leste. Que as coisas, enfim, “demoram a chegar cá”. Mas já não estamos no tempo do caminho de ferro e do telégrafo. Hoje, sermos o ponto mais ocidental da Europa já não é um entrave.

Vejamos: 65% das casas portuguesas já têm acesso à rede 5G. Mais de um milhão de portugueses faz teletrabalho. Todos os meses, sem falha, há notícias de startups portuguesas que captam financiamento no estrangeiro. Temos grandes empresas de tecnologia a dar cartas na Inteligência Artificial e um conjunto saudável de fintechs.

Os números falam por si. Segundo o Portugal Fintech Report 2024, as fintechs angariaram 1.16 mil milhões de euros em financiamento. Em 2022, as empresas de fintech já valiam 13 mil milhões de euros. A título de comparação, era o equivalente à despesa do SNS desse ano. Surpreendente? Talvez, mas só para os mais distraídos.

Se é verdade que não estamos na vanguarda da literacia digital na Europa, não é menos verdade que também temos talento e capacidade para inventar soluções engenhosas. No que diz respeito a serviços financeiros temos um longo percurso de inovação, muitas vezes à frente de outros países europeus, e com uma grande implantação a nível nacional.

Fomos capazes de lançar a nossa rede Multibanco em 1985, as Payshop em 1999, o MBNET em 2001 e o MBWAY em 2015, isto para não falar dos inúmeros cartões de refeição pré-pagos que surgiram nos últimos anos. O Multibanco é, aliás, algo tão quotiadiano para nós que nem nos apercebemos que se trata de um dos sistemas de ATM mais desenvolvidos em todo o mundo.

Todas estas inovações nos métodos de pagamento criaram um ecossistema único em Portugal. Enquanto nas lojas online internacionais os clientes pagavam com cartão de crédito ou com o Paypal – a única forma de esconder os dados do cartão – aqui exigiam pagamento com referência Multibanco.

Ao Multibanco seguiu-se o boom do MBWAY, que permite um checkout ainda mais rápido, e em que fomos mais uma vez pioneiros. O Bizum, o “mbway espanhol” que só arrancou em força em 2017, foi uma autêntica revolução no e-commerce dos nossos vizinhos. O mesmo em Itália, com o Bancomat Pay (lançado em 2019) ou no Brasil, com o Pix (em 2020).

A adoção indiscutível dos portugueses a métodos de pagamento como o Multibanco e MBWAY até alimentou o crescimento de fintechs como a Eupago, cujo primeiro desígnio era tornar os pagamentos por referência Multibanco acessíveis a qualquer tipo de loja online, fosse ela grande ou pequena.

Isto porque, apesar da massificação em Portugal, o trio Multibanco, MBWAY e Payshop ficava à margem de gateways de pagamento internacionais para e-commerce. Só no último ano é que houve uma viragem: o Shopify Payments e o Stripe passaram a incluir o nosso Multibanco, cientes de que a fidelização dos clientes a este método é incontornável.

No entanto, os portugueses já não se restrigem a métodos de pagamentos nacionais. Embora não haja números oficiais, os aderimos cada vez mais a carteiras digitais como o Apple Pay e o Google Pay, cuja introdução em Portugal coincidiu com a pandemia. Basta pensar na quantidade de vezes que vamos ao supermercado ou ao café e vemos alguém a pagar com o telemóvel ou com o smartwatch.

Segundo o Banco de Portugal, os pagamentos contactless representam agora 56% dos pagamentos com cartão. Um estudo de 2023 concluiu que 37% dos portugueses já pagou com um QR code através do MBWAY, enquanto 30% já pagou com dispositivos móveis e 26% com uma aplicação. Temos boas experiências a usar métodos disruptivos, e portanto a adesão dos portugueses a novas tecnologias não nos deveria surpreender.

Para o consumidor, o Google Pay e o Apple Pay apresentam várias vantagens. Em primeiro lugar, agregam vários cartões num único sítio – o que é bastante relevante, se tivermos em consideração que 40.5% dos Portugueses tem conta em mais do que uma instituição financeira. É o método ideal para ter sempre tudo consigo, ser ter de andar com vários talões, cartões e cupões, lembrando um antigo spot publicitário.

Depois, são extremamente seguros. Por um lado, graças à tokenização dos dados, o número real do cartão nunca é partilhado com o comerciante. Por outro, há sempre uma segunda verificação com reconhecimento facial, impressão digital ou PIN. Portanto, é impossível clonar ou roubar os cartões que estão na carteira digital.

Mas, acima de tudo, proporcionam uma experiência de compra simples e ininterrupta. A grande maioria das vendas de e-commerce em Portugal (62%) são através do telemóvel. Com o Google Pay e o Apple Pay, o cliente nem precisa de entrar na aplicação do banco para terminar o pagamento. Isto para não falar das compras dentro de aplicações, o chamado m-commerce, em que podem confirmar a compra com um só clique.

Esta experiência de compra, sem qualquer fricção ou atrito, é um dos fatores decisivos para evitar os carrinhos abandonados no e-commerce. Ao confirmar o pagamento rapidamente com o Google Pay e o Apple Pay, não há tempo para hesitar, para se arrepender, e muito menos para se esquecer de ir ao Multibanco.

Disto isto, esta não é a única vantagem para os comerciantes. Os métodos como o Google Pay e o Apple Pay permitem às lojas online chegar a um público cada vez mais abrangente, incluindo estrangeiros a viver em Portugal e clientes internacionais que reconhecem estes métodos de pagamento como sendo fáceis e seguros.

Além disso, não nos podemos esquecer que há cada vez mais Portugueses que recorrem a bancos online, algo que podem gerir melhor através das carteiras digitais. A Revolut, que tem no nosso país um caso de sucesso, já declarou o objetivo de chegar aos 2 milhões de clientes e abrir uma sucursal em Portugal até ao final do ano.

Tendo em conta todos estes fatores – o reconhecimento da marca, a segurança, a facilidade de uso e a abrangência internacional – não restam dúvidas que o Google Pay e o Apple Pay são ferramentas preciosas para aumentar a taxa de conversão nas lojas online. Por isso, não podíamos deixar de as incluir no gateway de pagamentos da Eupago.

A partir de Julho, a Eupago passa a disponibilizar pagamentos em Google Pay e Apple Pay na nossa aplicação para Shopify, plugin WooCommerce, módulo de Adobe Commerce (Magento) e Prestashop. Estes meios de pagamento estarão também disponíveis através da nossa API.

Se gostava de experimentar novos métodos de pagamento na sua loja online, não hesite em contactar a Eupago. Com um só gateway de pagamento, proporciona aos seus clientes, nacionais e internacionais, todos os meios de pagamento que poderiam desejar. Porque, de Portugal, conseguimos chegar ao Mundo.