A tecnológica norte-americana Microsoft chegou aos quatro biliões de dólares de valor em bolsa, juntando-se a um clube que ainda só tinha a Nvidia como membro.
As ações da Microsoft começaram a sessão a subir 5,59% para 541,93 dólares, elevando assim o valor em bolsa para 4,07 biliões de dólares. Ainda assim, a Microsoft continua abaixo da capitalização bolsista da fabricante de chips Nvidia (4,44 biliões no início da sessão de quinta-feira).
A chegada da Microsoft ao redondo marco de quatro biliões, que já era algo esperado pelos analistas, acontece após a apresentação de contas da empresa, em que estiveram em destaque as divisões de inteligência artificial (IA) e a cloud. O aumento de lucros animou os investidores no after-hours, uma tendência que se verificou também antes do arranque da sessão desta quinta, com uma valorização dos títulos de 8,5%, que saltaram até aos 557,03 dólares.
Para a Microsoft, o período entre abril e junho equivale ao quarto trimestre do ano fiscal. Esta quarta-feira à noite, após o fecho da sessão em Wall Street, a empresa apresentou os resultados do quarto trimestre e também do ano fiscal.
No ano fiscal, que terminou a 30 de junho, a tecnológica teve lucros de 101,8 mil milhões de dólares, um aumento de 16% em relação a 2024. As receitas anuais foram de 281,7 mil milhões de dólares, um aumento de 15%.
No comentário aos resultados, Satya Nadella, o CEO da tecnológica, destacou “a cloud e a IA como a força impulsionadora da transformação de negócio em qualquer indústria e setor”. “Estamos a inovar no setor tecnológico para ajudar os clientes a adaptarem-se e a crescer nesta nova era”, acrescentou.
Pela primeira vez, as receitas geradas pela unidade Azure, dedicada aos serviços cloud, atingiram os 75 mil milhões de dólares num ano. Esta foi a primeira vez em que a empresa revelou as receitas da unidade Azure.
A Microsoft, que completou 50 anos em abril, chegou à marca do primeiro bilião de dólares em bolsa em abril de 2019. O segundo bilião da história da empresa foi atingido em junho de 2021; o terceiro chegou em janeiro de 2024. Na altura, também foi a segunda empresa a chegar à marca, depois da Apple.