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Mais de mil mortes em Espanha atribuídas à onda de calor de julho

Este artigo tem mais de 1 ano

Ministério da saúde espanhol sublinhou que número exato de 1.060 mortes representa "mais 57% do que no ano passado", com base nas estimativas do sistema de monitorização da mortalidade.

epa12226732 A woman covers her head with a folding fan in Cordoba, southern Spain, 09 July 2025. A yellow alert was issued for high temperatures, with the temperature expected to reach up to 40 degrees Celsius in the city during the day.  EPA/SALAS
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▲Especialistas consideram que as vagas de calor são cada vez mais frequentes, longas e intensas devido ao aquecimento global

SALAS/EPA

▲Especialistas consideram que as vagas de calor são cada vez mais frequentes, longas e intensas devido ao aquecimento global

SALAS/EPA

A onda de calor em Espanha deverá ter provocado mais de mil mortes em julho, avançou esta quarta-feira o Ministério da Saúde espanhol, referindo que o número representa um aumento de mais de 50% face ao mesmo período de 2024.

O número exato de 1.060 mortes representa “mais 57% do que no ano passado”, informou o ministério nas redes sociais, com base nas estimativas de um sistema chamado “Momo” (Monitorização da Mortalidade).

Esta ferramenta, gerida pelo Instituto Carlos III, regista diariamente o número de mortes em Espanha e compara com a mortalidade esperada com base em dados históricos. Em seguida, incorpora fatores externos que podem explicar essa diferença, nomeadamente as altas temperaturas reportadas pela Agência Meteorológica Nacional (Aemet).

O sistema não pode estabelecer causalidade absoluta entre as mortes registadas e as condições meteorológicas, mas os números representam a melhor estimativa do número de mortes cujas causas estão relacionadas com o calor.

Em julho de 2024, o número de pessoas cujas mortes, segundo estes critérios, podiam ser atribuídas ao calor extremo era de 674. Este número aumentou para 1.271 no mês seguinte. “O Ministério da Saúde está a fazer campanhas sobre as vagas de calor e a importância de nos protegermos (…) porque consideramos que é um dos fatores de risco com maior impacto na mortalidade neste contexto”, disse a ministra da Saúde, Monica García, numa entrevista divulgada pela rádio nacional (RNE) na terça-feira.

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De acordo com o sistema “Momo”, um total de 1.180 mortes podem ser atribuídas ao calor entre 16 de maio e 13 de julho, um aumento drástico em comparação com o mesmo período de 2024, quando o número de mortos foi de 70, observou o Ministério da Saúde, em comunicado de imprensa.

Aquele país registou, este ano, o junho mais quente de que há registo em Espanha, com uma temperatura média de 23,7°C, segundo a Aemet.

Espanha, tal como Portugal, está a ser atingida desde domingo por uma segunda vaga de calor desde o início do verão, que deverá durar pelo menos até ao próximo fim de semana, adiantou a Aemet.

Segundo os especialistas, o aquecimento global explica porque é que as vagas de calor são cada vez mais frequentes, longas e intensas.

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