O juiz do Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro, Alexandre de Moraes, ordenou, esta terça-feira, o reforço do policiamento da casa onde o antigo Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, está detido, avança a CNN Brasil. Para a Justiça brasileira, existe um risco de fuga do antigo chefe de Estado para a embaixada norte-americana em Brasília, onde poderia pedir asilo.

Foi a Polícia Federal brasileira que pediu um “reforço urgente e imediato” do número de polícias que vigiam a casa de Jair Bolsonaro ao Supremo Tribunal. Além disso, as autoridades requereram que a pulseira eletrónica do antigo Presidente fosse vigiada com maior regularidade.

O ofício assinado pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, defendia, aliás, que fossem colocados polícias dentro da casa do ex-Presidente, isto porque a pulseira eletrónica é um mecanismo que pode falhar, por depender de “sinal de telefonia”. Pode haver “possíveis falhas ou, mesmo, interferências deliberadas para retardo da deteção de violações”.

Para garantir a efetividade da medida (manutenção da prisão domiciliar) seria imperiosa a determinação para uma equipe de policiais permanecer 24h no interior da residência, como há precedentes”, pode ler-se no ofício.

As autoridades brasileiras acreditam que existe o risco de Jair Bolsonaro fugir para a embaixada dos EUA, que fica a cerca de dez minutos da casa do ex-líder brasileiro. Mas, embora o juiz tenha reforçado o policiamento, não acatou a recomendação de que fosse colocado um ou mais elementos da polícia no interior da casa.

No complexo diplomático norte-americano em Brasília, o antigo Presidente do Brasil poderia receber asilo político e não poderia ser detido pela polícia brasileira. O Presidente norte-americano, Donald Trump, tem sido um dos principais apoiantes de Jair Bolsonaro, dizendo que este é alvo de uma “caça às bruxas”.

A Polícia Federal brasileira argumenta que essa circunstância “poderia frustrar o cumprimento da ordem judicial e comprometer a aplicação da lei penal”. O Presidente brasileiro está detido com pulseira eletrónica desde 4 de agosto, acusado de tentativa de golpe de Estado, de tentar atingir diretamente as instituições brasileiras, através da interferência do governo norte-americano, e ainda de “tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito”, segundo a Polícia Federal.

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