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O Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) anunciou, esta segunda-feira, que irá ativar “mecanismos de defesa conjunta”, após ter condenado “veementemente o ataque israelita e a violação flagrante da soberania” do Qatar.

“O Conselho Supremo afirmou a total solidariedade dos Estados do CCG com o Qatar em todas as medidas que o país tomar para enfrentar este ataque, salientando que a segurança dos Estados do CCG é indivisível e que qualquer ataque a um é um ataque a todos, em conformidade com a Carta do CCG e o Acordo de Defesa Conjunta”, afirmou a organização num comunicado, citado pela Al Jazeera e emitido após a realização da cimeira árabe-islâmica que reuniu mais de 50 chefes de Estado e altos dirigentes.

O Comando Militar Unificado do CCG será, deste modo, instruído “a tomar as medidas executivas necessárias para ativar os mecanismos de defesa conjunta e as capacidades de dissuasão do Golfo”.

O Conselho de Cooperação do Golfo é uma organização de integração económica que reúne seis estados do Golfo Pérsico: Arábia Saudita, Bahrain, Qatar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Omã.

O ataque de Israel a Doha, segundo o CCG, “impede os esforços intensivos realizados pelo Qatar na mediação de um cessar-fogo na Faixa de Gaza, a libertação de reféns e prisioneiros e o alívio do sofrimento do irmão povo palestiniano”.

O atraso de dez minutos no aviso dos EUA e a morte de cinco membros (mas não líderes) do Hamas. O ataque “cirúrgico” de Israel em Doha

A ofensiva realizada dia 9 de setembro, com o objetivo de atingir uma delegação do Hamas que se encontrava no país para negociações sobre o conflito na Faixa de Gaza, foi considerada pelo primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, como um ataque “cirúrgico” para eliminar os líderes “terroristas” do grupo palestiniano.

No entanto, nenhum dos líderes da organização palestiniana foi morto nesta ofensiva, o que fez o Hamas vir sublinhar que Telavive “falhou” na tentativa de matar os elementos que compunham a delegação de negociações do grupo. Apesar disso, considera que se trata de uma prova de que o Governo israelita não quer alcançar um cessar-fogo em Gaza.