Unidos pelo passado. O reencontro entre Newcastle e Barcelona trouxe à tona um nome do passado que, por estes dias, voltou a ser relembrado pela opinião pública portuguesa por conta do regresso de José Mourinho a Portugal: Sir Bobby Robson. O antigo treinador inglês passou pelos dois clubes na parte final da sua carreira e esteve presente nos últimos jogos até aqui disputados, entre ingleses e espanhóis, que não se encontravam há quase 23 anos, desde a segunda fase de grupos da Champions de 2002/03. A viverem fases diferentes, os magpies continuam à procura de encontrar a melhor forma depois da polémica saída de Alexander Isak para o Liverpool, ao passo que os blaugranas chegaram a este desafio com três vitórias nos quatro encontros realizados em 2025/26.

“É um jogo histórico. Assim que percebemos que calhámos contra o Barcelona, ​​tivemos uma sensação mágica. Acho que vai ser um jogo incrível de se viver. Estou focado na preparação tática e a certificar-me de termos uma boa prestação. Estou muito animado para sentir o ambiente [do estádio]. Sei que vai ser incrível. A experiência, a dimensão e a magnitude dos jogos… tudo o que envolve um jogo da Liga dos Campeões é diferente da Premier League. A preparação é diferente, a sensação é diferente. Tendo feito isso antes, certamente pode ajudar-nos novamente e o plantel está indiscutivelmente mais forte, e mudou em relação a 2023. Acredito na qualidade que temos. Queremos noites mágicas, queremos aqueles momentos que todos recordam. Os jogos icónicos são ótimos, mas também queremos resultados consistentes”, assumiu Eddie Howe antes da partida.

Quero que todos mostrem o quanto são bons. Temos uma equipa jovem, mas com três baixas. Veremos quem vai jogar. Nunca estive aqui, mas este estádio tem um dos melhores ambientes. Espero uma grande equipa, com intensidade e atenta. Eddie Howe é um grande treinador e eles têm feito um excelente trabalho. Estamos a jogar bem em todos os aspetos. É importante jogar com esta confiança amanhã [quinta-feira]. Temos de ter a posse de bola e aproveitar os espaços. Não será um jogo fácil. Eles são muito fortes e há equipas muito fortes nesta Champions, mas estamos confiantes. Temos de dar o máximo em cada jogo. Yamal? Quero falar dos jogadores que podem jogar. Amanhã ele não pode jogar e veremos no domingo. Temos um bom plantel e há gente para a posição. Rashford está na equipa. Se alguém não puder jogar, ele pode entrar. Espero que ele possa mostrar em Inglaterra o que fez no domingo”, antecipou Hansi Flick.

Apesar de ainda estar suspenso na Premier League, Anthony Gordon regressou ao onze dos ingleses, em detrimento do reforço Nick Woltemade, que até marcou na estreia. Harvey Barnes atuou no lado esquerdo do ataque, ao passo que Anthony Elanga foi titular na direita, oferecendo maior comprometimento defensivo. Nos catalães, Frankie de Jong regressou de lesão e foi a principal novidade, com Ronald Araújo a entrar para a defesa e Robert Lewandowski a estrear-se a titular na presente temporada.

A partida começou a um ritmo altíssimo e cheio de intensidade, com o Newcastle a apostar num jogo rápido e vertical e o Barcelona a tentar assumir as despesas da partida, mas sem conseguir contrariar a forte pressão do adversário. A equipa da casa quase inaugurou o marcador nos primeiros minutos, mas o cruzamento de Elanga não encontrou Gordon, que chegou ligeiramente atrasado (6′). Na resposta, Marcus Rashford arrancou em direção à baliza, ultrapassou um defesa e atirou de longe, mas a bola sofreu um desvio e não encontrou o caminho do alvo (10′). Os blaugranas continuaram a sentir dificuldades, com Pedri a destacar-se pela negativa, ao não conseguir entrar na partida e aparecer na construção.

Barnes quase inaugurou o marcador, ao ser solicitado na esquerda, mas o corte de Jules Koundé segurou o empate (16′) e, no lance seguinte, Raphinha tentou servir Lewandowski em zona perigosa, mas Nick Pope antecipou-se e acabou com a jogada (18′). O Newcastle respondeu em mais um lance rápido, com Elanga a receber na direita e a deixar para Barnes, que atirou para uma grande defesa de Joan García, à guarda-redes de andebol (24′). Ainda assim, o Barça reagiu na parte final do primeiro tempo, com Lewandowski a receber de Pedri e a atirar contra um defesa, com Raphinha a falhar a baliza na recarga (36′). No lance seguinte, Rashford recebeu em posição perigosa, mas acertou num defensor (38′).

No início da segunda parte, os magpies beneficiaram de um canto e, de cabeça, Joelinton rematou para fora (48′). Na resposta, Lewandowski recebeu de Fermín López, a bola sobrou para Rashford, que rompeu pela área, mas encontrou a oposição de Fabian Schär (51′). Contra a corrente do jogo, Koundé ganhou na direita, puxou para dentro e tirou o cruzamento de pé esquerdo, com Marcus Rashford a cabecear cruzado para o primeiro golo (58′). Já com Jacob Murphy, Malick Thiaw, Joe Willock e Woltemade em ação, um mau corte de Dan Burn acabou por original o segundo golo, com Rashford a receber, a dominar e a desferir um remate espectacular de longe, que ainda bateu na trave (67′). Flick respondeu com as entradas de Andreas Christensen e Ferran Torres, e Raphinha quase aumentou a vantagem, mas falhou a baliza (72′).

Na reta final, Sven Botman, Eric García e Dani Olmo também saíram do banco e Gordon relançou o desafio ao encostar um cruzamento de Murphy para dentro (90′). Hansi Flick tentou quebrar o ritmo do jogo com a entrada de Marc Casadó e Olmo quase sentenciou a partida, mas Pope parou o remate com a mão esquerda (90+5′). Na derradeira oportunidade, Sandro Tonali atirou rasteiro de longe, mas García agarrou tranquilamente, segurando o resultado (1-2). Nas outras partidas desta quinta-feira, o destaque vai para as vitórias de Sporting e Manchester City, diante de Kairat Almaty (4-1) e Nápoles (2-0). Já o Eintracht Frankfurt, de Aurélio Buta, goleou em casa o Galatasaray (5-1), ao passo que o Club Brugge surpreendeu o Monaco (4-1). Copenhaga e Bayer Leverkusen empataram, com o ex-Benfica Álex Grimaldo a faturar de livre (2-2).