A GNR deteve um homem, de 77 anos, suspeito de um crime de incêndio florestal no concelho de Torre de Moncorvo, no distrito de Bragança, foi esta segunda-feira anunciado.

Segundo esta força policial, na sexta-feira, na sequência de um alerta que reportava a ocorrência de um incêndio florestal na localidade de Felgueiras, os militares da Guarda deslocaram-se de imediato ao local, onde desenvolveram diligências policiais que permitiram identificar e intercetar o suspeito.

“No decurso da ação, apurou-se que o incêndio resultou de uma queima de sobrantes não autorizada, realizada pelo suspeito, a qual se descontrolou depois de ter sido iniciada através da utilização de um isqueiro”, explicou a GNR, em comunicado.

Esta ação culminou na detenção do homem em flagrante delito pelos militares da GNR afetos ao Núcleo de Proteção Ambiental de Torre de Moncorvo (NPA),

O detido foi constituído arguido e será presente esta segunda-feira ao Tribunal Judicial de Torre de Moncorvo, para aplicação das medidas de coação

A GNR indicou ainda que se mantém vigilante na prevenção e combate aos incêndios rurais, contribuindo ativamente para a responsabilização criminal dos seus autores e para a proteção de pessoas, bens e do património natural.

A proteção de pessoas e bens, no âmbito dos incêndios rurais, continua a assumir-se como uma das prioridades da GNR, sustentada numa atuação preventiva e num esforço de patrulhamento nas áreas florestais.

A GNR relembra ainda que as queimas e queimadas são das principais causas de incêndios em Portugal e que a realização de queimadas, de queima de amontoados e de fogueiras é interdita sempre que se verifique um nível de perigo de incêndio rural “muito elevado” ou “máximo”, estando dependente de autorização ou de comunicação prévia noutros períodos.