A Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública entregou esta quinta-feira o caderno reivindicativo para 2026, no Ministério das Finanças, que exige um aumento salarial de 15% num mínimo de 150 euros, a partir de 1 de janeiro.

No caderno reivindicativo consta ainda um aumento da base remuneratória da administração pública (salário mínimo da função publica) para 1.050 euros, assim como a atualização do subsídio de alimentação para 12 euros.

A Frente Comum exige também a revogação do sistema de avaliação SIADAP, substituindo-o por um “sistema sem quotas, formativo e transparente”.

Dentro das prioridades reivindicativas da Frente Comum consta a atribuição do vínculo de nomeação definitiva a todos os trabalhadores que desempenhem funções de caráter permanente, assim como a recuperação de todo o tempo de serviço para efeitos de desenvolvimento pessoal.

A Frente de Sindicatos propõe também a reposição do valor da pagamento das horas extraordinárias que foram alvo de cortes durante o período da troika, e rejeita a “adaptabilidade, o banco de horas e todas as formas de desregulação de horários”.

O documento elenca 73 propostas que o coordenador da Frente Comum, Sebastião Santana, entregou no Ministério das Finanças onde foi recebido pela chefe de gabinete do secretário de Estado, que garantiu que iriam ser lidas todas as alíneas.

Em declarações aos jornalistas, Sebastião Santana, disse que não assinava um acordo como os “que foram assinados no ano passado com a UGT”, acrescentando que o acordo do ano passado é “um acordo de empobrecimento”.

“Assinaremos um acordo com toda a certeza que valorize o trabalho dos trabalhadores e que comece a recuperar o poder de compra”, afirmou.