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Navio "líder" da flotilha para Gaza sofreu "problemas técnicos irreparáveis". Portugueses terão de ser distribuídos para outros barcos

Este artigo tem mais de 6 meses

Ativistas portugueses confirmam contacto com o Governo, que assegurou a proteção dos três cidadãos através do governo italiano. MNE alertou para perigos da missão, mas portugueses mantêm compromisso.

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Getty Images

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O navio Family, a embarcação “líder” da flotilha que navega em direção a Gaza para entregar ajuda humanitária, sofreu, durante esta noite, “problemas técnicos irreparáveis” que forçaram o barco para “fora de jogo”, anunciou a atriz Sofia Aparício num vídeo publicado no Instagram. Três portugueses que seguiam a bordo da embarcação vão ser distribuídos por outros barcos que compõem a pequena frota.

A atriz diagnosticou o problema como “qualquer coisa no motor que não se consegue arranjar”. Ainda assim, Sofia Aparício diz que “não é isso que nos vai deter”. “Não vão ser problemas técnicos, problemas climatéricos que nos vai tirar a determinação de continuarmos a navegar para Gaza e entregarmos ajuda humanitária”, afirma a atriz e ativista.

O ativista Miguel Duarte, que também integra a flotilha Sumud, avança que o Governo contactou a delegação portuguesa a bordo da missão humanitária, por meio do Ministério dos Negócios Estrangeiros, para anunciar que o governo italiano irá “garantir a segurança dos cidadãos italianos e também os portugueses” presentes nas embarcações. O MNE terá também reforçado o apelo para a flotilha entregar a ajuda humanitária que carregam no Chipre, em vez de se dirigirem a Gaza diretamente, algo que o ativista considera “um absurdo” e que “rejeita terminantemente”.

No vídeo publicado nas suas redes sociais, Miguel Duarte afirma que o Governo alertou a comitiva para “o perigo desta missão”, nomeadamente “entrar em águas israelitas”. O ativista rejeita a premissa avançada pelo Executivo, reiterando que a flotilha não se dirige para águas israelitas, mas sim Gaza. Denuncia ainda o “cerco ilegal” em torno do enclave palestiniano, sublinhando que “à volta de Gaza não há águas israelitas”.

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