Esta quarta-feira, o mundo do futebol deitou-se com uma triste notícia: Miguel Ángel Russo morreu aos 69 anos, depois de vários anos a lutar contra um cancro da próstata. A notícia foi tornada pública pelo Boca Juniors, clube do treinador, que afirmou que o argentino “deixa uma marca indelével” na instituição e “será sempre um exemplo de alegria, cordialidade e esforço”. Russo estava a lutar pela vida desde a última segunda-feira, altura em que passou a prognóstico reservado enquanto se encontrava hospitalizado em casa.
El Club Atlético Boca Juniors comunica con profunda tristeza el fallecimiento de Miguel Ángel Russo.
Miguel deja una huella imborrable en nuestra institución y será siempre un ejemplo de alegría, calidez y esfuerzo.
Acompañamos a su familia y a sus seres queridos en este… pic.twitter.com/czsB6lmNnq
— Boca Juniors (@BocaJrsOficial) October 8, 2025
Quando regressou ao Boca Juniors, no presente ano, para cumprir a terceira passagem pelos xeneize, a situação de saúde de Miguel Ángel Russo já era conhecida e as dificuldades apareceram, inclusivamente, durante o Campeonato do Mundo de Clubes, que decorreu em junho e julho nos Estados Unidos. Apesar disso, Miguel quis continuar no banco da sua equipa, contando com o apoio do apoio Juan Román Riquelme, que é agora o presidente do Boca. A par do antigo futebolista, o treinador é um símbolo do clube de Buenos Aires, já que foi o último treinador a conquistar a Taça Libertadores ao serviço do Boca Juniors, em 2007, numa altura em que Riquelme ainda estava nos relvados. Para além do troféu continental, Russo conquistou o Campeonato de 2019/20 e a Taça da Liga de 2020 no Boca Juniors.
O último jogo “oficial” de Miguel Ángel López aconteceu há menos de um mês, frente ao Central Córdoba de Santiago del Estero (casa, 2-2), a contar para o Clausura, ainda que o treinador tenha continuado a treinar e a dirigir a equipa durante esse tempo, em que se dividiu entre o trabalho e os hospitais. Até ao último momento, Russo viveu o futebol à sua maneira e recebeu o respeito de um dos maiores clubes da América do Sul, que esteve sempre ao seu lado. A “substituição” no banco de suplentes foi liderada por Claudio Úbeda, ex-jogador do Racing e adjunto do treinador.
El saludo de Miguel Russo con sus ex jugadores de Rosario Central ????????#LPFxTNTSports pic.twitter.com/KZHESk3IC2
— TNT Sports Argentina (@TNTSportsAR) September 14, 2025
Como futebolista, Miguel atuou como médio-centro no Estudiantes, o único clube da sua carreira, tendo sido internacional pela Argentina em 13 ocasiões. Como treinador representou 16 equipas ao longo de 36 anos de trabalho, que começaram em 1990, no Lanús. Seguiram-se Estudiantes, Universidad de Chile, Salamanca, Los Andes, Morelia, Rosario Central, Vélez Sarsfield, Boca Juniors, San Lorenzo, Racing Club, Millonarios, Alianza Lima, Cerro Porteño e Al Nassr. Ao todo conquistou 10 troféus e esteve envolvido em mais de 1.200 jogos. Partiu um clássico do futebol argentino, mas ficou uma lenda que será eterna.
Dónde más disfrutaste, donde más nos hiciste disfrutar.
¡Gracias por tanta gloria, Miguel! ???????????? pic.twitter.com/cKQKMqwP27— Boca Juniors (@BocaJrsOficial) October 9, 2025