O Papa Leão XIV vai encontrar-se com as vítimas de abusos sexuais na Igreja Católica durante uma visita ao Uruguai, Argentina e Peru entre 6 e 17 de novembro, anunciou esta terça-feira o Vaticano.
“Estes encontros refletem o desejo do Papa de expressar a sua proximidade a todos aqueles que sofreram e continuam a sofrer por causa desta violência”, referiu a sala de imprensa do Vaticano, em comunicado.
O Papa Leão XIV visita o Uruguai entre 6 e 8 de novembro, seguindo depois para Argentina, entre 8 e 11, e para o Peru, até 17 de novembro, onde, segundo a Santa Sé, tem intenção de indemnizar as vítimas de um movimento católico sediado naquele país.
O antecessor do atual pontífice, o Papa Francisco, ordenou a dissolução do movimento ultraconservador Sodalitium Christianae Vitae (SCV), localizado no Peru, após terem sido revelados abusos sexuais, físicos e psicológicos sistemáticos por parte de alguns dos seus líderes.
O Peru é um país onde o Papa Leão XIV passou grande parte da sua vida, depois de ter ido para lá pela primeira vez como missionário na década de 1980 e de ter servido como bispo de Chiclayo entre 2015 e 2023.
O atual pontífice, que adquiriu a cidadania peruana, tem defendido repetidamente a obrigação de a Igreja oferecer justiça e reparação às vítimas de abusos, assim como de trabalhar para prevenir o crime.
Um mês após a cirurgia para retirar um nódulo cancerígeno no pulmão, a viagem à América do Sul vem do desejo do Papa Leão XIV de “construir com as vítimas dos abusos sexuais caminhos de cura acessíveis a qualquer pessoa necessitada”, segundo comunicado do Vaticano.
De acordo com a nota, as visitas do pontífice àqueles países na América do Sul vão decorrer como planeado e visam também “garantir que a Igreja é um lugar seguro e espiritualmente saudável que vive e comunica o Evangelho”.
O Papa Leão XIV reuniu-se com várias vítimas de abusos sexuais cometidos por membros do clero francês na viagem que efetuou a França em outubro e reconheceu que algumas organizações dentro da Igreja Católica “por vezes cometeram abusos de forma sistemática”.
De acordo com a mesma fonte, em junho, durante uma visita a Espanha, onde também se encontrou com vítimas de abusos sexuais, o pontífice prometeu “esforços adicionais” e “uma resposta mais eficaz” a este crime no seio da Igreja.
[Duarte Lima admite ter estado com Rosalina Ribeiro na noite em que a herdeira milionária desapareceu mas nega ter sido a última pessoa a vê-la com vida. Conta que, depois da reunião que tiveram, no Rio de Janeiro, levou a cliente até Maricá, para um encontro com uma mulher chamada Gisele. É uma versão que não bate certo com as primeiras provas recolhidas pelas autoridades brasileiras. Enquanto Duarte Lima se torna, para a polícia, o principal suspeito do homicídio, perde força a outra linha de investigação. Olímpia Feteira era inimiga assumida da antiga companheira do pai mas garante que nunca desejou a morte dela. E, ao contrário de Duarte Lima, disponibiliza-se para prestar todas as informações necessárias à polícia brasileira. Já pode ouvir o segundo episódio de “As Sombras de Duarte Lima”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]