Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Boa viagem, bom regresso a casa. Daqui a instantes vamos ter o Jornal das 7 com o Luís Soares. Quais são as notícias antes daqui, Luís?

Naturalmente, os protestos pela habitação ou, mais especificamente, o protesto contra a violência policial que acontece junto ao Parlamento, também no dia em que arranca a discussão, na generalidade, do Orçamento de Estado, com Luís Montenegro a elogiar a atuação da polícia. Vamos estar em direto do Parlamento neste Jornal às 7. Isto também no dia em que o Banco Europeu de Investimento anuncia um reforço de 300 milhões de euros para apoiar o setor da habitação em Portugal. Ainda, a polícia brasileira que está a investigar se Fábio Bolsonaro deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos.

E mais logo, há futebol. Taça da Liga, o Sporting recebe em Alvalade o Marítimo para os quartos-de-final da Taça da Liga. Quanto ao estado do tempo para amanhã, tempo agradável com nuvens mais carregadas no centro e norte. Tempo mais quente, segundo o IPMA, máximas previstas para amanhã: Porto 19, Braga 23, Viseu 21, Aveiro 19, Coimbra 21, Leiria 22, Santarém e Lisboa 26 de máxima, Setúbal e Faro 25. Eu sou o Ricardo Conceição, esta é a Tarde Política da Rádio Observador. Jornal das 7 com o Luís Soares. Jornal das 19h em dia de discussão do Orçamento do Estado. Entretanto, já está preenchida a praça em frente ao Parlamento, em Lisboa. A esta hora, decorre um protesto contra a violência policial nos acampamentos.

Que junta algumas centenas de manifestantes que enchem a rua e a praça ao fundo da escadaria da Assembleia da República. Uma concentração promovida pela plataforma Casa para Viver e que está a ser acompanhada pelo Miguel Pina Andrade, agora em direto. E Miguel, com até um concerto a acompanhar este protesto.

Sim, Luís, um concerto de Mariza Liz foi um anúncio logo no início desta manifestação. Está acompanhada de Vasco Duarte em cima do palco à frente da Assembleia da República. Um concerto que começou há mais ou menos 10 minutos. Ouve-se agora o "Grândola Vila Morena" e, para além de ter cantado algumas músicas, Mariza Liz pediu mesmo à polícia que se junte ao protesto. Esta que é uma manifestação pela violência policial, como dizias, contra as acampadas de Lisboa. Mas a verdade é que a grande maioria dos cartazes mostra o descontentamento com a crise da habitação, a grande razão destas acampadas. Pedem mais habitação pública e também a demissão de Luís Montenegro. Dar conta ainda de uma forte presença policial. Está pelo menos uma dezena de carrinhas da Unidade Especial de Polícia e mais algumas dezenas de agentes, estão mesmo alguns perfilados aqui na escadaria a vigiar aquilo que é uma manifestação que já conta com muito mais de mil pessoas e a expectativa é de que se continuem a juntar, até porque o movimento Acampada de Lisboa também já disse que se vai juntar a esta iniciativa e também promover mais uma assembleia popular, desta vez não no Rossio, mas sim em frente à Assembleia da República.

Um protesto que o Miguel Pina Andrade vai continuar a acompanhar junto ao Parlamento e, naturalmente, que por causa deste protesto, o trânsito está cortado na Rua de São Bento, ali bem junto à escadaria do Parlamento.

E no meio de toda esta discussão que está a decorrer, há um recado do Banco Europeu de Investimento, mas já lá vamos, porque este recado e este protesto surge no dia do arranque da discussão, na generalidade, da proposta de Orçamento do Estado para o próximo ano, Luís.

E depois de mais de uma semana de silêncio, Luís Montenegro acabou por defender a atuação da polícia no arranque desta discussão. O primeiro-ministro usou o debate do Orçamento para responder às polémicas com as manifestações dos últimos dias e a atuação das forças de segurança, numa discussão que relegou o debate orçamental para segundo plano. O primeiro-ministro diz que não gostou das imagens, mas defende a atuação da PSP como tendo sido, Miguel Vitor Dias, um último recurso.

Onze dias depois do silêncio.

A Polícia de Segurança Pública tem sido especialmente cuidadosa e competente na reposição da normalidade sempre que se verificam excessos.

Luís Montenegro defendeu a atuação da polícia, apesar de não gostar do que viu.

Não são imagens que nós gostemos de ver. Claro que não, senhora deputada, eu também não gosto de ver. Daquilo que eu observei, as forças de segurança só intervieram mesmo em última, última ratio.

O primeiro-ministro a responder ao Livre, perante um José Luís Carneiro, do PS, a acusar o governo de ter dado orientações para a carga policial.

O uso da força é uma última e uma derradeira opção. As forças policiais cumprem orientações do poder político.

Montenegro rejeitou a acusação e contrapôs com o passado de Carneiro no Ministério da Administração Interna. Já André Ventura quis saber por onde tem andado o chefe do governo.

Onde é que andou quando o país se debatia com manifestações em todas ou muitas das suas cidades, em que polícias eram agredidos e o país não sabia do seu primeiro-ministro?

Onde é que o primeiro-ministro andou? Andou a trabalhar. Todos os dias o primeiro-ministro esteve por dentro de tudo.

A resposta do primeiro-ministro, as críticas à intervenção policial foram consensuais à esquerda, mas Paulo Raimundo lembrou também outras polémicas.

Insistiu, inclusive, naquela teoria dos egoístas. Eu só espero que também não alimente aquela ideia de que os jovens têm feito poucos sacrifícios.

Mas Luís Montenegro, que acusa os partidos que compuseram a geringonça de terem faltado à chamada nos últimos 10 anos, insistiu.

Espero

Que esses partidos não caiam na tentação, por razões meramente egoísticas, importar para Portugal climas de instabilidade e contestação que não encontram respaldo na sociedade.

O primeiro-ministro a responder à oposição sobre as polémicas dos últimos dias, num debate em que o orçamento do Estado ficou mesmo para segundo plano.

Miguel Vieira Dias, que acompanha este debate do orçamento do Estado na generalidade. É o primeiro de dois dias de discussão. A votação na generalidade acontece amanhã à tarde.

E o Banco Europeu de Investimento anunciou há pouco um reforço de €300 milhões para apoiar o setor da habitação em Portugal.

É um empréstimo destinado principalmente ao setor privado para apoiar a construção e reabilitação de casas. Anúncio feito esta tarde numa cerimônia em Lisboa, que contou com a presença do presidente da República e Vasco Maldonado Correia, agora em direto, António José Seguro já reagiu a este anúncio.

Com um sinal de agradecimento, Luís, por esta ajuda. Ajuda que antes a presidente do Banco Europeu de Investimento tinha explicado que vai ser canalizada através do IFRRU, o Instrumento Financeiro para a Reabilitação e Revitalização Urbanas. O presidente da República tinha vindo aqui dizer que o esforço português no setor da habitação precisava também de uma solução europeia, concertada entre Estados-membro. E por isso, para António José Seguro, este apoio de €300 milhões vem mesmo a calhar.

Os anúncios hoje aqui feitos pela senhora presidente, em particular, a disponibilidade de meios de financiamento para a habitação, é uma excelente notícia. O apoio do BEI à habitação acessível pode ajudar a responder a estas dificuldades. O financiamento a longo prazo permite preparar e realizar investimentos que precisam de continuidade. A nossa responsabilidade é assegurar que essa oportunidade se concretiza, que os projetos avançam, que as casas ficam disponíveis e que as famílias encontram respostas compatíveis com os seus rendimentos.

Foi o que disse o chefe de Estado aqui na sessão de encerramento dos 50 anos do grupo Banco Europeu de Investimento em Portugal, que correu no Ministério das Finanças em Lisboa, num dia em que a agenda presidencial fica, claro, marcada pelo tema da habitação. Foram aqui repetidos alguns dos avisos deixados esta manhã. Seguro volta a pedir capacidade de diálogo para encontrar soluções a longo prazo. Diz agora que essas soluções têm de ultrapassar as legislaturas, mas também aqui com esta nota de que a Europa tem um papel importante para que essas soluções cheguem, de facto, aos portugueses.

Vasco Maldonado Correia a acompanhar a sessão comemorativa dos 50 anos do grupo Banco Europeu de Investimento em Portugal. Um evento em que o presidente da República voltou a apelar ao diálogo entre as forças partidárias para encontrar soluções para o setor da habitação.

No Brasil, a Polícia Federal está a investigar se Flávio Bolsonaro deixou o país rumo aos Estados Unidos. É o que adiantam duas fontes ouvidas pela agência de notícias Reuters.

É uma informação que tinha sido também avançada, e primeiro, por jornais argentinos. O candidato derrotado das eleições brasileiras teria saído do Brasil pela fronteira com Puerto Iguazú, na Argentina, e teria cruzado a fronteira usando um documento de identidade. Não há confirmação até agora se Flávio Bolsonaro chegou mesmo a estar na aeronave em causa e se teria trocado depois de avião para seguir para os Estados Unidos. O controle de imigração do governo argentino disse que não há registro, para já, da entrada de Flávio Bolsonaro no país. Ele não cumpriu o prazo determinado pelo Supremo Tribunal Federal Brasileiro e não entregou o passaporte à polícia até hoje de manhã. A decisão foi tomada no processo em que o candidato derrotado das eleições brasileiras e um advogado são investigados por lavagem de dinheiro.

Por cá, no Estádio de Alvalade, o Sporting recebe o Marítimo para os quartos de final da Taça da Liga. Jogo que arranca mais ou menos daqui a uma hora.

Um pouquinho mais do que isso e também numa altura de pressão sobre o treinador dos Leões face aos resultados obtidos nos últimos jogos. Vamos desde já em direto ao Estádio de Alvalade, Diogo Varela, para perceber como estão os ânimos a pouco mais de uma hora da partida.

Olá, Luís. Os ânimos estão um bocadinho como a estação do ano, assim um pouco triste, um pouco mais cinzenta. De facto, as bancadas totalmente despidas, quando estamos praticamente a uma hora do início da partida. De facto, a expectativa é que não haja uma grande enchente pra esta partida, que pode dar acesso à final four da Taça da Liga. Hoje, sim, os quartos de final. Entretanto, já saíram os 11 no site oficial da Liga Portugal, com o Sporting a fazer alguma gestão, como já seria esperado. Rui Silva na baliza, depois a defesa com Vaianidis, Zé Cri, Eduardo Quaresma e também Eduardo, felicíssimo. Depois Silas Anderson, João Simões e ainda Jane Catamo, Pedro Lima, Jesse Derry e ainda Vaianidis e também Fótis Ioannidis na zona do meio-campo, o ponta-de-lança Fótis Ioannidis no ataque do Sporting. Quanto ao Marítimo, Gonçalo Taboado, depois a defesa com Igor Julião, Rafael Fernandes, Rodri e ainda Paulo Cabral. Na zona do meio-campo, Bouaki, Romain Correia, Salay e Rafael. Depois, na frente de ataque, temos Mohamed com Bassouamina. São as escolhas de parte a parte. Um jogo que principia quando forem 20h15. O árbitro vai ser Iacov Vasilica para este duelo de quartos de final, Taça da Liga. A competição de inverno passa aqui no Estádio José Alvalade, mas a grande nota, Luís e Ricardo, é efetivamente essa. As bancadas estão muitíssimo despidas, mesmo lá fora, nas imediações aqui do estádio. Muito pouca gente para ver esta partida de futebol.

Ainda assim, o Diogo Varela vai trazer-nos o relato deste Sporting e Marítimo. O jogo começa às 20h15. Tem emissão especial depois da síntese das 19h30.

E agora atualizamos a informação de caráter local.

Nove meses depois da tempestade Cristine, o município de Leiria ainda regista custos com a recolha de resíduos, incluindo amianto, que confirma a despesa não elegível no Fundo de Emergência Municipal. A Câmara registou até agora uma despesa extraordinária de mais de 9 milhões de euros. É pelo menos o que diz o presidente da autarquia à agência Lusa. Gonçalo Lopes afirma que este montante se prende, sobretudo, com o aumento do processo de recolha de lixos. Em Lisboa, foi desconvocada a greve do metrô marcada para amanhã e para sexta-feira, uma decisão que acontece depois do tribunal arbitral ter decretado serviços mínimos que as organizações sindicais consideravam que colocam em causa a segurança dos passageiros e também dos trabalhadores. No Porto, está restabelecida a utilização do elevador que garante a comunicação entre o interior da estação Casa da Música e a superfície. O acesso a este equipamento esteve impedido durante algum tempo, de forma que o próprio fosse integralmente renovado, sendo garantida a ligação às estações das linhas Rosa e Rubi, em desenvolvimento nesta mesma área. A Câmara do Seixal aprovou a abertura de um concurso público para a obra de reforço da rede de água em alta. É um conjunto de infraestruturas que vai ser responsável pela captação, tratamento, armazenamento e transporte de água. O vice-presidente da autarquia do Seixal diz que o objetivo é reforçar a capacidade dos sistemas de abastecimento de água no concelho. A Câmara de Santa Maria da Feira promove, no dia 2 de novembro, uma sessão de esclarecimento sobre o Simplex Urbanístico no auditório da Biblioteca Municipal. O objetivo é identificar as alterações mais relevantes no novo regime jurídico da urbanização e edificação. A participação é gratuita, apesar de limitada à lotação do auditório da Biblioteca Municipal. Ainda em Santarém, o executivo municipal aprovou um voto de pesar pelo falecimento de Mário de Sousa Cardoso, um estudioso das muralhas de Santarém. O presidente da autarquia acrescentou que vai também propor o nome de Mário de Sousa Cardoso ao Conselho de Medalhas para ser distinguido pelo município.

E já daqui a pouco vamos ter o Gabinete de Guerra.