A gripe das aves foi detetada numa gaivota-de-patas-amarelas, no concelho do Funchal, arquipélago da Madeira, anunciou a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV).

O foco foi detetado, esta segunda-feira, numa ave selvagem, na freguesia da Sé, segundo os dados divulgados pela DGAV.

Este é o 28.º foco de infeção pelo vírus da gripe das aves confirmado este ano.

A gripe das aves já tinha sido, recentemente, detetada em Benavente, Cascais e Aveiro.

A transmissão do vírus para humanos acontece raramente, tendo sido reportados casos esporádicos em todo o mundo. Contudo, quando ocorre, a infeção pode levar a um quadro clínico grave.

A DGAV tem vindo a pedir a todos os detentores de aves que cumpram as medidas de biossegurança e as boas práticas de produção, evitando os contactos entre aves domésticas e selvagens.

Qualquer suspeita de infeção pela gripe das aves deve ser reportada à DGAV.

A DGAV é um serviço central da administração direta do Estado, com autonomia administrativa.

Animal com gripe das aves foi isolado para evitar propagação

O Governo da Madeira desencadeou um plano para isolar o animal onde foi detetado um caso de gripe das aves para evitar que se propague a animais domésticos e pessoas, disse esta quarta-feira o presidente do executivo madeirense.

“Neste momento, vamos cumprir com os procedimentos no sentido de isolá-lo e evitar a propagação desses vírus às aves domésticas, porque isso pode acarretar grandes prejuízos e, obviamente, também tentar prevenir quer nas aves domésticas quer a passagem para as pessoas”, afirmou Miguel Albuquerque.

O chefe do Governo Regional falava aos jornalistas à margem da cerimónia de atribuição de medalhas de mérito turístico a 28 personalidades e entidades na região.

Aos jornalistas, Miguel Albuquerque explicou que esse plano foi desencadeado “no sentido de se tomarem todas as medidas cautelares e providências”.