A Menzies, empresa que detém uma licença de handling nos aeroportos de Lisboa e que tem uma participação minoritária da TAP, está em risco de perder o negócio em Lisboa, Porto e Faro. A empresa ficou classificada em segundo lugar no relatório preliminar no concurso lançado pela ANAC (Autoridade Nacional de Aviação Civil), confirmou a Menzies em comunicado.

Em comunicado, a Menzies diz que vai contestar esta classificação, decorrendo agora um prazo de resposta à avaliação preliminar. “A Menzies Aviation foi ontem formalmente notificada dos resultados do relatório preliminar emitido pela Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) relativamente ao concurso para a renovação das licenças de atividade nos três aeroportos do continente português – Lisboa (LIS), Porto (OPO) e Faro (FAO)”, indica nesse comunicado, contestando a classificação atribuída.

Em primeiro lugar ficou um consórcio composto pela Clece e South Europe Ground Services, que é detida pela Iberia (do grupo IAG que é um dos potenciais candidatos à compra de uma posição minoritária da TAP). O Governo, através de fonte do Ministério das Infraestruturas, ao DN, considerou, “prematuro avaliar eventuais impactos do resultado deste concurso no processo de reprivatização da TAP (se alguns), os quais, em qualquer caso, serão avaliados nesse âmbito, pelas entidades designadas para o efeito, não cabendo ao Governo pronunciar-se sobre potenciais interessados”.

No entanto, tal como avançado pelo DN, decorre agora um prazo de cinco dias de audiência prévia. Só depois deverá haver uma decisão final da ANAC, mas como a licença termina em novembro o Governo já admitiu ao DN que será alvo de prolongamento por um ano para a conclusão do processo.

A concluir-se o processo com esta classificação significa que a histórica empresa, agora Menzies (que adquiriu a SPdH, que operava como Groundforce, em 2024) perderia a operação de assistência nos três aeroportos – assistência de operações na pista e a assistência a bagagem.

A Menzies contesta a avaliação feita dizendo que “com base na análise efetuada às outras propostas apresentadas, consideramos que existem múltiplos fundamentos objetivos e técnicos para contestar o relatório preliminar da ANAC, conforme os prazos estabelecidos pelo procedimento concursal” e que “a nossa candidatura cumpriu plenamente os critérios de avaliação definidos pela ANAC, demonstrando a nossa robustez operacional, histórico de conformidade e compromisso com a continuidade do serviço”.

A Menzies faz-se valer dos 3.500 trabalhadores também para dizer que a sua proposta é a que “representa o melhor valor global e o menor risco para a ANAC e para o público em geral”, assumindo preocupação de que “esta decisão possa causar perturbações operacionais significativas e incerteza para milhares de colaboradores, clientes e prejudique a estabilidade do setor”. Mas garante que as operações continuam a funcionar com “total normalidade”, diz em comunicado.

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