O antigo conselheiro de segurança nacional de Donald Trump, John Bolton, declarou-se inocente das 18 acusações de uso indevido de informações confidenciais que lhe foram imputadas.

Bolton, de 76 anos, trabalhou na administração Trump durante o primeiro mandato do magnata republicando, servindo no cargo por menos de um ano — entre abril de 2018 e setembro de 2019. Após a saída, tornou-se num forte crítico do atual Presidente dos Estados Unidos.

O conselheiro apresentou-se a tribunal na localidade de Greenbelt, no estado de Maryland e declarou-se inocente das acusações — que podem significar uma pena máxima até 10 anos de prisão por cada uma. O juiz que presidiu à sessão, Timothy J. Sullivan, decidiu que Bolton poderia ser libertado, ficando no entanto impedido de viajar para fora dos Estados Unidos e tendo de entregar o passaporte.

O ex-conselheiro de Trump é acusado de ter “abusado da sua posição (…) ao partilhar com dois familiares não identificados mais de mil páginas de informações sobre as suas atividades diárias”, incluindo informações consideradas ultrassecretas.

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