Três anos. É este o tempo que resta a Ruben Amorim para reverter a situação negativa que o Manchester United vive desportivamente. A garantia foi deixada por Sir Jim Ratcliffe, co-proprietário do clube, numa entrevista ao The Business Podcast. Enquanto isso não se sucede, este fim de semana surgiu a notícia, na imprensa britânica, de que um consórcio de bilionários dos Emirados Árabes Unidos estará interessado em entrar no capital dos red devils, comprando as ações que pertencem aos irmãos Glazers. Para tal, o grupo tem em David Beckham um trunfo, já que o ex-futebolista tem sido bastante crítico da gestão dos Glazers. Enquanto os rumores continuam, o Man. United regressou à competição com uma difícil deslocação a Anfield, em mais um grande clássico da Premier League.
Para esta partida, uma vitória podia colocar a turma de Manchester a apenas dois pontos do rival, algo que, há algumas semanas, não passava de um cenário impensável. Por entre os altos e baixos que a sua equipa tem atravessado, Amorim tem aproveitado o desacerto dos adversários para subir na tabela classificativa. No caso do Liverpool, a equipa de Arne Slot vinha de três derrotas consecutivas, duas delas na Premier League, ante Crystal Palace (fora, 1-2) e Chelsea (fora, 1-2). Em sentido inverso, os red devils chegaram a este desafio vindos do triunfo em casa frente ao Sunderland (2-0) e, pela primeira vez que deixou o Sporting para rumar a Inglaterra, Ruben Amorim procurava alcançar triunfos consecutivos na Premier League. Para tal, o Man. United tinha de romper com a série de oito seguidos sem vencer fora de Old Trafford.
“Estamos num bom momento, depois de batermos o Sunderland, com todo o apoio da direção, mas, depois, um jogo pode mudar tudo. Ainda assim, é sempre positivo ouvires o teu patrão dar esse conforto, sobretudo aos nossos adeptos, para que percebam que toda a gente entende que este é um grande trabalho e que vai demorar um pouco. É algo interno, é algo que tem a ver comigo, enquanto treinador. Eu quero muito ganhar e quero que a minha equipa esteja à altura, porque, em cada jogo, é a tua imagem que está lá. Isso é pessoal. É muito importante para qualquer treinador e para os adeptos perceber que temos uma direção e que o ruído não interessa. Isso é muito importante, mas a pressão que coloco sobre a equipa e sobre mim mesmo não vai mudar. Não estou mais relaxado por causa disso”, explicou o português em entrevista à Sky Sports.
Heritage.
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“Devido à paragem internacional, este será o nosso primeiro jogo nas últimas duas semanas. Espero que os nossos jogadores e funcionários tenham voltado revigorados e prontos para começar, porque está claro para todos nós que o período em que estamos a entrar é aquele em que temos que progredir a sério. Perder três partidas consecutivas não é algo com que um clube como o Liverpool possa ou se deva acostumar. É por isso que é tão importante que respondamos da maneira certa. Para que isso aconteça, todos nós temos que nos unir dentro e fora do campo e mostrar o caráter do Liverpool. Somos nós — e somente nós — que podemos corrigir as coisas. Parece que foi há muito tempo, mas o nosso último jogo em casa, contra o Everton, foi semelhante. Sabemos o que é preciso para estar no lado certo em jogos caracterizados por uma grande rivalidade local”, assumiu Slot.
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Com Ibrahima Konaté e Ryan Gravenberch de volta, Slot lançou os dois no onze inicial, que ainda contou com Giorgi Mamardashvili na baliza. Por outro lado, Amorim voltou a ter dores de cabeça na defesa e voltou a adaptar Luke Shaw ao setor mais recuado, com Diogo Dalot pelo corredor esquerdo e Amad Diallo pelo direito. No miolo, Bruno Fernandes voltou a atuar na posição 8, ao lado de Casemiro, ao passo que Mason Mount e Bryan Mbeumo jogaram no apoio a Matheus Cunha. O guarda-redes foi Senne Lammens.
Com o mau tempo a pautar este dérbi do noroeste, o Man. United entrou com tudo e gelou o ambiente logo aos 61 segundos, com Mbeumo a começar a jogada e a combinar com Diallo, para se isolar e atirar fora do alcance de Mamardashvili (2′). Apesar da aparente tranquilidade dos red devils, os reds responderam em velocidade, com Cody Gakpo a desferir um remate cruzado, à entrada da área, ao poste da baliza forasteiro (21′). Na outra área, Bruno apareceu a concluir mais uma arrancada de Diallo pela direita, mas o seu remate em jeito teve o mesmo desfecho (24′). Pouco depois, Mbeumo recebeu na direita, colocou dentro para Matheus, o brasileiro desferiu um cruzamento para defesa do georgiano e, na recarga, Mount não conseguiu concluir (27′). Na jogada seguinte, Mamardashvili voltou a impor-se em duas ocasiões, frente a Cunha e ao avançado camaronês (27′). Até ao intervalo, a bola voltou a beijar os ferros, depois de Gakpo ter cruzado contra Bruno Fernandes (33′) e Lammens travou um remate de Isak, que seguia isolado (35′).
Está feito o primeiro ???? Mbeumo ????
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Na etapa complementar, o Liverpool continuou com azar e, depois de um cruzamento de Mo Salah, Cody Gakpo recebeu, trabalhou e desferiu mais um remate cruzado ao poste (50′). Antes da hora de jogo, Ruben Amorim procedeu às primeiras alterações, retirando Casemiro e Amad Diallo, jogadores que tinham visto o amarelo. Para os seus lugares entraram Manuel Ugarte e Patrick Dorgu (58′). Pouco depois foi a vez de Benjamin Sesko render Mason Mount, ao mesmo tempo que Arne Slot lançou Curtis Jones (por Ryan Gravenberch), Florian Wirtz (Alexis Mac Allister) e Hugo Ekitiké (Conor Bradley), com Dominik Szoboszlai a voltar a descair para a lateral. Com os reds mais ofensivos, Salah recebeu um cruzamento na direita, dominou e, só com Senne Lammens, rematou para fora, com tudo para fazer muito melhor (65′).
Para os últimos 20 minutos, foi a vez de Federico Chiesa render Alexander Isak e, numa jogada de insistência, o italiano voltou a ser talismã, ao cruzar rasteiro para o desvio de Gakpo para o empate (78′). Sem capacidade para atacar, o Man. United conseguiu chegar à área num arrancada de Matheus Cunha, que foi suficiente para conquistar um canto. Na sequência da bola parada, Bruno Fernandes desferiu um cruzamento de primeira para o segundo poste, onde Harry Maguire apareceu a ganhar nas alturas e a cabecear para o 1-2 (84′). Logo a seguir ao golo, Jeremie Frimpong, Leny Yoro e Kobbie Mainoo saíram do banco e, na resposta, Frimpong cruzou na direita, Gakpo ganhou bem a frente e cabeceou sem oposição, mas falhou a baliza, que estava praticamente aberta (87′). Em novo cruzamento para a bola, na sequência de um livre, Matthijs de Ligt ficou a centímetros de resolver o jogo (88′). Apesar do cerco no tempo de compensação, os red devils seguraram o importante triunfo (1-2).
Depois de várias bolas ao poste, Gakpo faz o golo do empate para os Reds ⚽️ Temos jogo até ao fim ????
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HARRY MAGUIRE NOS ÚLTIMOS MINUTOS ???? Com assistência de Bruno Fernandes ????????
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Desta forma, o Man. United voltou a vencer em Anfield dez anos depois e quebrou a série 100% vitoriosa dos reds no seu estádio em 2025/26. Por outro lado, Ruben Amorim fez história nesta partida e, pela primeira vez desde que chegou a Manchester, venceu duas jornadas consecutivas na Premier League. Por outro lado, o treinador português tornou-se no terceiro treinador a vencer em casa do campeão em título em duas temporadas consecutivas, juntando-se a Antonio Conte e Manuel Pellegrini, e depois de ter batido o Man. City na época passada. Pela negativa, o Liverpool leva agora quatro jogos seguidos a perder.
A emoção de vencer na casa do rival ????#DAZNPremier pic.twitter.com/f2fx7wkHFC
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