Decisivo? Não, pelo menos para já. Ao cabo de duas jornadas da fase de liga da Liga dos Campeões, o Benfica continuava sem pontuar, pelo que a deslocação a Newcastle podia ser parcialmente decisiva nas contas do apuramento para a fase a eliminar. O regresso a Inglaterra, poucas semanas depois de enfrentar o Chelsea (derrota por 1-0), aconteceu com um objetivo em mente: trazer no regresso a Portugal a primeira vitória na bagagem, que seria importante para relançar a confiança na principal competição europeia e aproximar-se do objetivo. Para isso, o Benfica tinha de pontuar naquela que também é a terra de Sir Bobby Robson, o gentleman que trabalhou com José Mourinho no início de carreira do português.
Depois de duas semanas sem grande parte do plantel à disposição, que serviram de folgas para os atletas que ficaram no Seixal e pouco contaram no processo de evolução do seu modelo de jogo, José Mourinho mostrou-se agradado com a prestação encarnada em Chaves, na terceira eliminatória da Taça de Portugal. Vangelis Pavlidis voltou a ser o abono de família do Benfica e resolveu o jogo com dois rasgos individuais que demonstram toda a sua qualidade (0-2). Para o desafio de Newcastle, o Special One voltou a convocar o jovem Ivan Lima, da equipa B, e garantiu que Giorgi Sudakov iria jogar numa posição mais central, próximo de Pavlidis. Por outro lado, Bruma, Nuno Félix, Alex Bah e Manu Silva continuam lesionados, embora o último esteja próximo do regresso, como explicou o treinador.
“Vamos defrontar uma equipa muito forte. As pessoas menos atentas olham para a classificação da Premier League [14.º lugar] e ficam enganadas relativamente ao potencial deste adversário. São excelentes do ponto de vista da organização e possuem jogadores escolhidos a dedo, tendo em conta as ideias do treinador. São fortíssimos nas bolas paradas e têm muita velocidade nas alas. Além disso, têm à disposição um estádio fantástico. Será bastante complicado para nós. Ainda assim, sublinhe-se, acredito que nos vão respeitar bastante. Não é só o estádio. É o clube, a história, a paixão dos adeptos e o poderio económico que permitiu sair de uma situação complicada e ganhar a Taça da Liga uma vez mais, após alguns anos de ausência. Trata-se de uma equipa que está perto de coisas maiores. Adoro jogar aqui. Disse isso aos jogadores. Mesmo como adversário, é fantástico jogar aqui”, explicou o setubalense na antevisão à partida.
Ficha de jogo
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Newcastle-Benfica, 3-0
3.ª jornada da fase de liga da Liga dos Campeões 2025/26
St. James Park, em Newcastle (Inglaterra)
Árbitro: Szymon Marciniak (Polónia)
Newcastle: Nick Pope; Kieran Trippier, Malick Thiaw, Sven Botman, Dan Burn; Lewis Miley, Bruno Guimarães (Joe Willock, 90’), Jacob Ramsey (Joelinton, 63’); Jacob Murphy (Harvey Barnes, 63’), Anthony Gordon (Anthony Elanga, 85’) e Nick Woltemade (Will Osula, 85’)
Suplentes não utilizados: Max Thompson, Aaron Ramsdale; Fabian Schär, Sandro Tonali, Emil Krafth e Alex Murphy
Treinador: Eddie Howe
Benfica: Anatoliy Trubin; António Silva, Nico Otamendi, Tomás Araújo; Amar Dedic (Franjo Ivanovic, 63’), Enzo Barrenechea, Richard Ríos, Frederik Aursnes; Dodi Lukebakio, Giorgi Sudakov e Vangelis Pavlidis
Suplentes não utilizados: Samu Soares; Rafa Obrador, Leandro Barreiro, Andreas Schjelderup, Samuel Dahl, Henrique Araújo, Joshua Wynder, João Veloso, João Rego, Diogo Prioste e Ivan Lima
Treinador: José Mourinho
Golos: Gordon (32’) e Barnes (70’ e 83’)
Ação disciplinar: cartão amarelo a Thiaw (17’), Lukebakio (45’), Ricardo Rocha (adjunto, 65’)
Os magpies chegaram a este embate depois de terem perdido na receção ao Barcelona, na primeira jornada (casa, 1-2) e de terem somado a primeira vitória, na última ronda, frente ao Saint-Gilloise (fora, 4-0), duas partidas em que Anthony Gordon se destacou, apontando três dos cinco golos do Newcastle. Com Sandro Tonali em dúvida devido a doença, Eddie Howe estava em risco de perder uma das principais figuras da sua equipa, com Lewis Miley a espreitar a titularidade. “Queremos ganhar, estamos desesperados por pontos. Vai ser um jogo competitivo entre dois grandes clubes. A atmosfera [do estádio] será elétrica, não tenho dúvidas. Espero que o nosso desempenho reflita a energia que vamos receber dos adeptos. E acho que, se estivermos no nosso melhor, temos boas hipóteses. Achei que eles estiveram muito perto de conseguir um ótimo resultado [frente ao Chelsea]. Foi um jogo muito disputado e sabemos que é um estádio difícil de jogar. O jogo contra o FC Porto foi igualmente disputado. Foi uma excelente exibição defensiva da equipa do Benfica”, antecipou o treinador de 47 anos.
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Com os dados lançados, José Mourinho surpreendeu no onze inicial e lançou Tomás Araújo na defesa, em detrimento de Samuel Dahl, que começou o jogo no banco. Desta forma, o português atuou no lado esquerdo da defesa sem bola, com a cobertura de Fredrik Aursnes, e juntou-se a Nico Otamendi e António Silva na fase de construção, libertando Enzo Barrenechea. No Newcastle, Sandro Tonali terá recuperado de doença, mas não a 100%, pois começou a partida no banco. Para o seu lugar, Eddie Howe optou por Lewis Miley, acrescentando quatro jogadores ofensivos: Jacob Ramsey, Anthony Gordon, Jacob Murphy e Nick Woltermade.
A jogar em casa, num St. James Park esgotado, o Newcastle entrou com mais iniciativa, como seria de esperar, embora os primeiros minutos tenham mostrado a agressividade que as equipas quiseram impor dentro de campo. Numa fase em que o Benfica estava remetido ao seu setor defensivo, os magpies criaram duas oportunidades de uma assentada, com Woltermade a descobrir Murphy solto de marcação à entrada da área, mas António apareceu a tempo de cortar (8′). No canto, Dan Burn ganhou a frente e, sozinho, cabeceou para defesa de Anatoliy Trubin (9′). Na resposta, Enzo Barrenechea desferiu um grande passe para a direita, para Dodi Lukebakio, o belga ganhou no duelo com Dan Burn e, isolado, de ângulo apertado, atirou para defesa de Nick Pope (15′).
As águias continuaram a aproveitar as fragilidades defensivas do Newcastle e, em nova jogada pelo ar, Otamendi recuperou a bola e serviu Lukebakio que, com um grande remate em arco, acertou no poste da baliza inglesa (21′). A resposta foi imediata, com Jacob Murphy a enviar a bola ligeiramente ao lado do poste direito da baliza do ucraniano (22′). Pouco depois, Burn ganhou uma bola nas alturas e Bruno Guimarães apareceu com perigo em boa posição, mas Trubin saiu rapidamente dos postes (28′). Pouco depois, os encarnados perderam a bola na saída, Guimarães recuperou a meio-campo e lançou rapidamente em Murphy na direita, o extremo cruzou rasteiro para o segundo poste, onde Gordon apareceu a completar para o primeiro golo, perante a passividade de Amar Dedic (32′). A equipa de Mourinho continuou a viver às custas dos rasgos de Lukebakio que, em mais uma jogada da direita para o meio, atirou colocado à entrada da área, para o poste mais próximo, mas Pope voou para fazer mais uma grande intervenção (43′). Apesar de ter criado mais, a formação portuguesa saiu para o intervalo em desvantagem (1-0).
Lukebakio está inspirado ????#sporttvportugal #CHAMPIONSnaSPORTTV #UefaChampionsLeague #Newcastle #SLBenfica pic.twitter.com/V3rf4jn2lG
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Anthony Gordon abre o marcador ????#sporttvportugal #CHAMPIONSnaSPORTTV #UefaChampionsLeague #Newcastle #SLBenfica pic.twitter.com/idaRsKLOE1
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Sem novidades ao intervalo, as águias entraram na etapa complementares dependentes de Dodi Lukebakio que, nos primeiros minutos, desferiu mais um remate cruzado à baliza de Nick Pope, mas Sven Botman meteu-se à frente e cortou com a cabeça (49′). A partir daí, o Newcastle voltou a acercar-se da baliza de Anatoliy Trubin e, em pouco tempo, criou três ocasiões de perigo, com António Silva a cortar, com a perna, um remate frontal de Nick Woltemade e Lewis Miley a falhar um cabeceamento na pequena área (52′). Pouco depois, Richard Ríos e Fredrik Aursnes perderam a bola à entrada da área e a bola acabou nos pés de Jacob Murphy que, com um remate cruzado junto à relva, obrigou o guarda-redes ucraniano a aplicar-se (55′). À passagem da hora de jogo, Amar Dedic ficou agarrado à coxa num lance inofensivo e acabou substituído por Franjo Ivanovic, que entrou para o lado esquerdo, com Aursnes a passar para o lado direito da defesa. Já Eddie Howe optou por lançar Joelinton e Harvey Barnes para os lugares de Jacob Ramsey e Murphy.
Numa jogada ofensiva do Benfica, a bola acabou nas mãos de Pope, que desferiu um grande lançamento para a frente. António Silva falhou a abordagem ao lance e permitiu que a bola chega-se a Barnes que, depois de cavalgar para a área, atirou cruzado, de zona difícil, para o segundo golo (71′). Pouco depois, em mais um lance aparentemente inofensivo, Joelinton cabeceou no centro da área, de costas para a baliza, ligeiramente ao lado do poste esquerdo (76′). As fragilidades defensivas continuaram e, numa grande jogada de Gordon, que combinou com Woltemade, Barnes recebeu à entrada da área e dilatou a vantagem inglesa (83′). Já na parte final, e com Anthony Elanga, Will Osula e Joe Willock em campo, o antigo jogador do Benfica acabou por falhar o quarto golo à boca da baliza (90′), ao passo que Trubin evitou um resultado ainda mais expressivo na compensação, ao fazer duas belíssimas intervenções a remates de Joelinton (90+1′) e Burn (90+2′). Desta forma, a equipa de José Mourinho, que terminou o jogo com apenas uma substituição (forçada) feita, somou a terceira derrota em três jogos (3-0).
Assistência do guarda redes Nick Pope para o segundo do Newcastle ????#sporttvportugal #CHAMPIONSnaSPORTTV #UefaChampionsLeague #Newcastle #SLBenfica pic.twitter.com/1x3j5AO0d4
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Bis de Harvey Barnes ????#sporttvportugal #CHAMPIONSnaSPORTTV #UefaChampionsLeague #Newcastle #SLBenfica pic.twitter.com/Ta7UFUDzGA
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