O ministro das Infraestruturas e da Habitação, Miguel Pinto Luz, garantiu que os terrenos do atual aeroporto de Lisboa não serão utilizados para pagar o novo. “Eu quero tranquilizar os portugueses, a posição do Governo é clara, os terrenos do aeroporto não serão utilizados para pagar o novo aeroporto”, frisou o governante em Chaves, no distrito de Vila Real, onde iniciou hoje uma viagem pela Estrada Nacional 2 (EN2).

O governante deixou esta garantia depois de ter sido conhecido a proposta feita no âmbito da consulta pública de que a venda do terreno da Portela pudesse ajudar a reduzir os custos de financiamento do novo aeroporto, nomeadamente os que seriam assegurados através de um aumento das taxas aeroportuárias proposto pela ANA. Esta possibilidade consta do sumário síntese do relatório sobre a consulta pública promovida pela concessionária junto dos “stakeholders”, partes interessadas como companhias aéreas.

Novo aeroporto. Dinheiro dos terrenos da Portela pode travar subida das taxas da ANA

A ANA “admite que o debate é válido e que qualquer participação do concedente ao financiamento ou a redução do perfil de risco do projeto constituiria uma oportunidade de limitar o custo global do projeto para os seus futuros utilizadores”. Na prática, esta solução configuraria um financiamento público ao projeto, na medida em que o Estado é o dono dos terrenos.

Miguel Pinto Luz insistiu que os terrenos do atual aeroporto farão parte do Parques Cidades do Tejo para um novo desenvolvimento urbano das cidades de Loures e de Lisboa que já foi anunciado pelo Governo.

“O novo aeroporto não terá contributo direto do Orçamento de Estado, será pago com o Business Plan [plano de negócios] que será apresentado e a ANA e a Vinci já apresentou essa ambição de o desenvolver. Aguardemos até ao projeto final”, sublinhou. O ministro frisou que o Governo não tem duas palavras, só tem uma e que está “intransigentemente a defender os interesses superiores” do país e dos portugueses.

“Não abdicaremos daquilo que foi a nossa visão para o novo aeroporto”, concluiu.

Miguel Pinto começou hoje a percorrer a EN2 a fim de conhecer as necessidades de 35 municípios de Chaves a Faro. Esta iniciativa do governante destina-se a obter a “radiografia das infraestruturas das regiões” atravessadas pela estrada turística, ao longo de 738 quilómetros.

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