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Trump rompe negociações comerciais com Canadá após anúncio televisivo

Este artigo tem mais de 6 meses

Trump acusa o Canadá de utilizar num anúncio televisivo fraudulento um discurso feito por Ronald Reagan onde este fala negativamente sobre tarifas. E decidiu cortar relações comerciais.

epa12438066 US President Donald Trump (R) meets with Canadian Prime Minister Mark Carney (L) in the Oval Office of the White House in Washington, DC, USA, 07 October 2025. The two are expected to discuss the Trump administration’s tariffs on Canadian steel, lumber and automobiles, along with other goods.  EPA/SHAWN THEW / POOL
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▲Antes da inesperada declaração, um acordo comercial entre Otava e Washington sobre o aço, o alumínio e a energia parecia provável

SHAWN THEW / POOL/EPA

▲Antes da inesperada declaração, um acordo comercial entre Otava e Washington sobre o aço, o alumínio e a energia parecia provável

SHAWN THEW / POOL/EPA

O Presidente norte-americano decidiu cessar, com efeito imediato, as negociações comerciais com o Canadá, acusando Otava de distorcer as palavras do antecessor Ronald Reagan, numa campanha publicitária contra o aumento de tarifas entre os dois países.

“Tendo em conta o seu comportamento escandaloso, TODAS AS NEGOCIAÇÕES COMERCIAIS COM O CANADÁ ESTÃO ENCERRADAS», escreveu Donald Trump, na quinta-feira à noite (esta madrugada em Lisboa) na rede social Truth Social, utilizando, como é habitual, letras maiúsculas.

A Fundação Ronald Reagan, escreveu ainda o dirigente norte-americano, “acaba de anunciar que o Canadá usou fraudulentamente um anúncio, que é FALSO, apresentando Ronald Reagan a falar negativamente sobre as tarifas.”

Donald Trump referia-se à campanha publicitária financiada pela província canadiana de Ontário, no valor de cerca de 75 milhões de dólares (cerca de 64,5 milhões de euros), com o objetivo de convencer os eleitores republicanos norte-americanos, de acordo com vários meios de comunicação social.

No entanto, Donald Trump acusa as autoridades canadianas de terem “agido assim apenas para influenciar a decisão do Supremo Tribunal dos Estados Unidos e de outros tribunais”, perante os quais é contestada a legalidade dos decretos do Presidente norte-americano que desencadearam estes aumentos aduaneiros.

A Fundação Ronald Reagan declarou na rede social X que a campanha publicitária canadiana utilizou “de forma seletiva excertos de áudio e vídeo” de um discurso radiofónico sobre o comércio do antigo presidente republicano, em abril de 1987.

De acordo com a fundação, a publicidade distorcia as palavras de Ronald Reagan (1981-1989), acrescentando que estava “a analisar as suas opções jurídicas neste caso”.

“OS DIREITOS ADUANEIROS SÃO MUITO IMPORTANTES PARA A SEGURANÇA NACIONAL E A ECONOMIA DOS ESTADOS UNIDOS”, escreveu ainda Donald Trump.

Antes da inesperada declaração, um acordo comercial entre Otava e Washington sobre o aço, o alumínio e a energia parecia provável, de acordo com o jornal canadiano Globe and Mail, antes do encontro previsto entre o primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, e Donald Trump durante a cimeira da Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC), no final do mês.

Questionado sobre isso na terça-feira, Carney não negou nem confirmou a iminência desse possível acordo. “Veremos”, disse o responsável a repórteres. “Estamos em negociações intensas neste momento”, notou.

Aproximadamente 85% do comércio transfronteiriço permanece isento de tarifas, já que os Estados Unidos e o Canadá são membros do Acordo de Livre Comércio da América do Norte.

Mas as tarifas setoriais globais de Trump, particularmente sobre aço, alumínio e automóveis, atingiram duramente o Canadá, levando à perda de empregos e colocando as empresas sob pressão.

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