O Novo Banco lucrou 610,5 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, praticamente o mesmo valor que em igual período do ano passado. Porém, apesar da estabilização do resultado, os contributos foram diferentes: o banco registou uma descida na margem financeira mas cobrou mais em comissões. A instituição financeira, que na quarta-feira viu a cerimónia de assinatura de venda ensombrada pelas buscas da PJ, diz que o processo de venda ao BPCE “segue o curso normal nos processos regulatórios”.
Em dados divulgados nesta quarta-feira, em comunicado de imprensa, destaca-se que o produto bancário comercial baixou 2,8% para 1.095 milhões de euros – o que assenta numa descida da margem financeira (886 milhões no período homólogo para 829 milhões nestes nove meses) e uma subida da cobrança de comissões de 10,7%, para 266,1 milhões de euros. A rentabilidade dos capitais próprios ascendeu a 21,6%.
O banco não marcou uma conferência de imprensa para explicar estes resultados, nem vai acontecer a habitual conference call com analistas internacionais em que os jornalistas podem participar ouvindo mas não fazendo perguntas.
“Os resultados dos primeiros nove meses de 2025 reforçam a robustez do nosso modelo de negócio e mantêm-nos alinhados com os objetivos estabelecidos para o ano. Continuamos a executar o nosso plano estratégico com disciplina, apoiando as famílias e empresas portuguesas”, diz Mark Bourke, o presidente-executivo do banco, no comunicado de imprensa.
“Em paralelo, a operação com o Grupo BPCE segue o curso normal nos processos regulatórios, com ambas as partes focadas na conclusão da transação esperada para a primeira metade de 2026. Esta operação irá reforçar a nossa capacidade de inovar, crescer e apoiar as famílias e empresas portuguesas”, acrescenta o banco.