A porta estava arrombada. Os funcionários do Museu Nacional de Damasco, um dos mais importantes da Síria, foram surpreendidos quando viram que a instituição cultural tinha sido assaltada na madrugada de segunda-feira. Os ladrões roubaram, avançou a Agence France-Presse (AFP), seis pequenas estátuas de mármore da era romana da Deus Vénus, do amor e da beleza.

As autoridades sírias encerraram o museu e decidiram abrir uma investigação. Fonte conhecedora do processo contou à AFP que a instituição “vai permanecer fechada até a recolha de provas estar concluída”. “Todo o inventário dos itens arqueológicos está atualmente a ser compilado para garantir que não há mais nenhuma peças desaparecidas”, acrescentou a mesma fonte.

O brigadeiro-general Osama Atkeh, líder de segurança interna da província de Damasco, disse, citado pela agência estatal síria SANA, que as autoridades estão a investigar o roubo. “Várias estátuas arqueológicas raras” foram roubadas, adiantou apenas, acrescentando que os guardas do museu e outros indivíduos que estavam a ser interrogados.

O museu estará encerrado pelo menos até à próxima semana, declararam as autoridades sírias, que demoraram três dias a assumir o roubo. Prometeram esta quarta-feira também que tomarão “medidas imediatas para a segurança das coleções e de apoio à proteção e monitorização do sistema dentro do museu”.

Aberto em 1936, o Museu Nacional de Damasco é um dos maiores do país e alberga bens de valor inestimável de várias épocas históricas. Após o início da guerra civil síria em março de 2011, várias peças foram transferidas de outras partes do país para Damasco. A instituição expõe centenas de artefactos helénicos, romanos, bizantinos e islâmicos.

Após a queda do antigo Presidente Bashar al-Assad, em dezembro do ano passado, o museu encerrou, acabando por reabrir em janeiro de 2025.