O grupo IAG confirmou esta sexta-feira ter entregado uma declaração de interesse à Parpública, no quadro da primeira fase do processo de privatização da TAP. O grupo dono da British Airways e da Iberia assinala contudo que será “necessário esclarecer vários temas antes de o IAG poder propor um investimento”.
O grupo acredita que a “TAP terá um potencial significativo dentro do IAG”. E defendeu que o “nosso modelo descentralizado proporciona margens líderes no setor e está em consonância com a ambição do governo português de proteger a TAP.” Deixa também a nota de que o historial do grupo “demonstra como investimos para fortalecer as nossas companhias aéreas, beneficiando clientes, funcionários, economias locais e acionistas”.
O grupo IAG sinalizou no passado que prefere ter uma via para atingir a maioria do capital da TAP, sem descartar o interesse em avançar para a compra de uma participação minoritária. O Governo aprovou para já a alienação de uma posição que pode ir até aos 44,9% do capital com uma tranche de 5% reservada para os trabalhadores. No futuro, está prevista a realização de uma segunda fase de privatização que ainda não tem data.
Esta é a terceira manifestação de interesse na privatização da TAP, tendo já sido conhecidas as declarações da Air France KLM e da Lufthansa. O prazo para os interessados darem o primeiro sinal termina este sábado. Estes são os três candidatos que sinalizaram publicamente a intenção de analisarem a venda de 44,9% da TAP.
O processo de privatização vai prosseguir com a validação das empresas que se apresentaram nesta primeira fase, para verificar se cumprem os critérios definidos no caderno de encargos. Desta fase vão sair os grupos pré-qualificados que poderão apresentar uma primeira oferta ainda não vinculativa pela companhia aérea portuguesa, o que já só irá acontecer no próximo ano.